Segundo informações divulgadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural e Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater-Ascar), o cultivo de soja no Rio Grande do Sul está avançando para as fases finais do ciclo. A colheita já teve início, atingindo cerca de 1% da área total plantada. A maioria das lavouras está no estágio de enchimento de grãos (56%), com 12% em maturação, 25% em floração e 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.
Porém, a produtividade inicial está abaixo do esperado, com uma média de 3.179 quilos por hectare em uma área de cultivo estimada em 6.811.344 hectares. A Emater-Ascar está realizando um levantamento nos municípios produtores para atualizar as estimativas das culturas de verão, com divulgação prevista durante a 25ª Expodireto Cotrijal, no dia 11 de março, em Não-Me-Toque.
As condições climáticas variadas, com chuvas irregulares e temperaturas elevadas em grande parte do Estado, têm causado problemas nas lavouras, como morte prematura das folhas, queda de vagens e formação heterogênea dos grãos. Em áreas mais afetadas pela estiagem, como no Centro-Oeste gaúcho, há a observação da ausência de fechamento das entrelinhas e predominância de haste única nas plantas.
Nas regiões onde as chuvas foram mais expressivas, como na parte Leste do estado, as lavouras apresentam um potencial produtivo satisfatório, mas necessitam de mais umidade para uma completa formação dos grãos. Quanto ao milho, a colheita avançou para 64% da área cultivada, com produtividade satisfatória, apesar da falta de chuvas em algumas fases do ciclo.
Para a próxima safra de milho silagem, a Emater-Ascar estima um cultivo de 357.311 hectares, com uma produtividade média de 39.457 quilos por hectare. Restam lavouras em maturidade fisiológica e aptas ao corte, com destaque para o benefício das chuvas no período que favoreceu a formação de biomassa foliar e o desenvolvimento das lavouras.
(Marcello Campos)

