Flávio afirma que Bolsonaro definiu candidaturas do PL para o Senado; confira os escolhidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, revelou que o partido definiu os nomes que irão compor o palanque em Santa Catarina nas eleições de 2026. De acordo com ele, o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni serão os candidatos do PL ao Senado no Estado, enquanto o governador Jorginho Mello buscará a reeleição.

“Nós formamos o palanque em Santa Catarina. Nossos pré-candidatos são Jorginho Mello buscando a reeleição para o governo, Carol de Toni para uma das vagas ao Senado e Carlos Bolsonaro para a outra vaga no Senado Federal”, afirmou Flávio após uma reunião com lideranças do partido em Brasília. Essa formação já era especulada pela legenda, conforme anotação feita por Flávio durante uma reunião com dirigentes no dia anterior.

Com a chapa composta apenas pelo PL, o senador Esperidião Amin (PP-SC) ficou de fora. Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do PP, Ciro Nogueira, haviam firmado um acordo que previa uma chapa com dois nomes na disputa – inicialmente, esses candidatos seriam De Toni e Amin. No entanto, ao perceber que poderia ser preterida com a entrada de Carlos na disputa, a deputada considerou deixar o PL e recebeu apoio público da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A reunião desta quarta contou com a presença de Carol de Toni, Carlos Bolsonaro, Jorginho Mello e Valdemar. Flávio ressaltou a participação de Michelle nas deliberações, após desentendimentos com a madrasta, que se sentiu desrespeitada por não ter sido consultada sobre a escolha do nome do senador para concorrer à Presidência pelo bolsonarismo.

Ao comentar sobre a deputada catarinense, Flávio destacou que ela foi vista como uma “peça importante” para o projeto político do grupo, alinhado ao fortalecimento de uma agenda conservadora no Congresso. Ele enfatizou que a direita tem defendido a formação de um Senado mais conservador, e Carol teria um papel central nesse movimento.

Os bolsonaristas não esclareceram como fica a relação com Esperidião Amin, agora excluído da aliança. A decisão rompe o acordo entre o PL e a federação União-PP, que asseguraria o apoio a um candidato de cada partido.

O acordo era a razão pela qual Valdemar defendia uma solução que incluísse Amin na chapa. No entanto, a imposição de Carlos, a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o crescimento de De Toni nas pesquisas dificultaram a possibilidade de o partido abrir mão da dupla.

De Toni ameaçou sair do partido caso não encontrasse espaço para concorrer ao Senado neste ano. Isso porque Carlos mudou seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina para disputar a mesma vaga. Até recentemente, havia a expectativa de que o partido apoiasse Carlos e Amin para as duas vagas do Senado em disputa nesta eleição.

“Eu conversei com Amin ontem (terça-feira) no plenário. Foi uma decisão tomada aqui, seguindo os critérios que nos orientam. É o que acreditamos ser o melhor para Santa Catarina”, afirmou Flávio.

Também questionado sobre Amin, Jorginho afirmou que ainda não sabe se Esperidião Amin apoiará o arranjo do PL ou se optará por uma candidatura independente ao Senado. Quanto a uma possível aliança com o PP, ele respondeu que “é preciso perguntar a eles”.

Enquanto isso, no Senado, Amin foi questionado pela imprensa sobre a decisão do PL após o anúncio e foi sucinto ao declarar que recebeu a decisão “com muita humildade e respeito” e que ele “pertence a Santa Catarina”, indicando que irá lutar pela reeleição, em uma indireta direcionada a Carlos.

Por sua vez, Carol de Toni reafirmou que permanecerá no PL e expressou sua satisfação com a chapa formada em Santa Catarina.

Em relação a Carlos Bolsonaro, Flávio enfatizou a “identificação muito grande” do vereador carioca com Santa Catarina, como já havia mencionado anteriormente. “Eu sempre destaco essa identificação, inclusive em episódios que evidenciam os laços dele com o Estado”, afirmou sobre o irmão, que atuou como vereador no Rio por 24 anos.

Além das questões eleitorais, Flávio também anunciou a apresentação de uma proposta de emenda à Constituição para acabar com a possibilidade de reeleição para presidente da República.

“Decidi apresentar essa proposta de emenda à Constituição para confirmar o que eu já havia dito: que o presidente da República deve ter apenas um mandato”, afirmou. “Estou fazendo um gesto público, um projeto de emenda à Constituição pela abolir a reeleição para a Presidência da República.” (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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