Lula questiona eficácia de acordo Mercosul-UE devido à oposição de Itália e França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou dúvidas sobre a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, sugerindo que os progressos podem ser impedidos pela resistência de governos europeus. Lula enfatizou que, se a União Europeia recusar assinar o tratado no próximo sábado, o acordo não será finalizado durante o seu mandato.

Esperava-se que as negociações fossem concluídas na próxima cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), mas a oposição da Itália e França tem dificultado o desfecho das tratativas.

O presidente brasileiro enfatizou a importância do acordo, destacando que a espera de 26 anos indica a relevância do momento. Ele observou os desafios políticos internos enfrentados por Itália e França, o que dificulta a aprovação do tratado.

Lula manifestou seu comprometimento com o acordo, mas ressaltou que uma resposta negativa exigirá uma postura mais firme por parte do Brasil no futuro. Ele destacou as concessões feitas pela diplomacia brasileira até o momento.

Diversos líderes europeus também expressaram reservas em relação ao acordo, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que afirmou que seu país não está pronto para assinar o amplo acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

O presidente francês, Emmanuel Macron, indicou que a França se oporá veementemente ao acordo comercial entre UE e Mercosul, caso seja adotado pelas instituições europeias.

A Comissão Europeia está buscando o apoio dos países da UE antes do fim do ano para o acordo com o Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O presidente Lula instou Macron e Meloni a assumirem a responsabilidade e aprovarem o acordo Mercosul-UE. A assinatura do pacto criaria a maior zona de livre comércio do mundo e teria impacto significativo nas relações entre as regiões.

Alguns países europeus manifestaram pressão por uma aprovação rápida, enquanto a França expressou preocupações relacionadas ao setor agrícola e deseja adiar a votação. Itália busca garantias adicionais para proteger seus agricultores antes de assinar o acordo.

Apesar das negociações em andamento, a primeira-ministra da Itália considera prematuro assinar o acordo nos próximos dias devido a questões específicas que ainda precisam ser resolvidas. Ela expressou confiança de que o acordo poderá ser assinado no início de 2026, uma vez que as demandas de Roma forem atendidas.

By Portal de Canoas