Atualização na legislação impacta prazos de processo de ministros do STF

A nova Lei do Impeachment em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado propõe estabelecer um prazo de quinze dias para o presidente da Casa decidir sobre denúncias de crime de responsabilidade apresentadas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O objetivo da proposta é modernizar a legislação atual, que data dos anos 1950 e não estabelece prazos claros para avaliação dessas denúncias. A intenção é evitar que os pedidos fiquem sem análise por tempo indeterminado.

O senador Weverton Rocha, relator do projeto na CCJ, compartilhou o parecer preliminar com outros senadores, permitindo que levantassem questões antes da versão final ser apresentada. A votação do texto foi adiada para o próximo ano, para evitar interpretações equivocadas devido à decisão recente do ministro Gilmar Mendes.

O texto original proposto pelo presidente do Senado previa um prazo de trinta dias para a decisão sobre denúncias contra ministros do STF, mas o relator reduziu para quinze dias. O procedimento mantém as opções de arquivamento liminar ou submissão à Mesa Diretora do Senado.

O relator aumentou o apoio mínimo necessário para apresentar recurso contra o arquivamento de uma denúncia, reforçando o filtro institucional. Além disso, determinou que dois terços dos membros do Senado, ou seja, 54 votos, sejam necessários para abrir um processo de impeachment contra ministros do STF.

By Portal de Canoas