Lula participa de avaliações e se reúne com Aprobio para debater o progresso do biodiesel

No dia 13 de novembro, às 10h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá ao Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), localizado em São Caetano do Sul (SP). O objetivo da visita é acompanhar os testes que estão sendo realizados para avaliar a viabilidade técnica da ampliação da mistura obrigatória de biodiesel com diesel fóssil. Esse evento representa um marco importante na implementação da Lei do Combustível do Futuro, que tem como meta promover a descarbonização e aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz energética do Brasil.

Atualmente, o país adota uma mistura de 15% (B15) de biodiesel no diesel. O Ministério de Minas e Energia está coordenando um programa de testes que examina misturas superiores, variando entre B16 e B25, as quais são consideradas fundamentais para fundamentar futuras decisões regulatórias. Jerônimo Goergen, presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), estará presente e destaca que o setor já possui experiências positivas com misturas de até 20%, o que proporciona confiança para avançar neste processo.

Goergen comenta: “A metodologia do programa de testes é crucial, pois deve eliminar quaisquer incertezas acerca da viabilidade da expansão até o B25. Já existem dados suficientes para garantir a adoção segura das misturas B16 e B17 o mais rápido possível”.

Produção e impacto econômico

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição mundial na produção de biodiesel, com uma capacidade instalada que supera os 9 bilhões de litros por ano. Em 2025, a produção nacional ultrapassou 7 bilhões de litros, movimentando uma cadeia produtiva que envolve mais de 50 usinas operacionais e milhares de agricultores. A soja representa aproximadamente 70% da matéria-prima utilizada, seguida por gordura animal e óleo de algodão.

A expansão da mistura obrigatória impacta diretamente a economia: ela aumenta a demanda por grãos, fortalece a cadeia produtiva das proteínas animais através de uma maior oferta de farelo e diminui a dependência das importações de diesel fóssil. Ademais, essa medida gera empregos e estimula investimentos nas áreas de inovação e logística.

Viés regulatório e institucional

A presença do presidente Lula e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, evidencia o comprometimento do governo com a transição energética. O Subcomitê de Avaliação da Viabilidade Técnica das Misturas com Altos Teores de Biocombustíveis foi criado em outubro de 2025 para coordenar estudos que subsidiarão a regulamentação proposta pela Lei do Combustível do Futuro.

A Aprobio atua como parceira no projeto e defende a importância da previsibilidade regulatória e segurança jurídica para atrair investimentos, solidificando o biodiesel como um ativo estratégico. A entidade busca dialogar com o governo para alinhar interesses econômicos, sociais e ambientais, garantindo um avanço seguro e competitivo para o Brasil.

Sustentabilidade e transição energética

Em termos ambientais, o biodiesel desempenha um papel fundamental na diminuição das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa. Desde a implementação do programa nacional em 2008, estima-se que a substituição parcial do diesel fóssil pelo biodiesel tenha evitado a emissão superior a 80 milhões de toneladas de CO₂. A ampliação da mistura obrigatória representa um avanço significativo rumo à transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável.

A visita presidencial ao IMT reposiciona o biodiesel no centro das discussões sobre energia e transporte. Para Lula, essa é uma oportunidade de unir governo e indústria em torno de um projeto que combina competitividade, sustentabilidade e inovação. Para Jerônimo Goergen e a Aprobio, este é o momento ideal para afirmar o setor como protagonista na transição energética brasileira, defendendo um avanço imediato para as misturas B16 e B17 enquanto se prepara para futuras misturas como B20 e B25.

By Portal de Canoas