Odaylson Eder, que ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Tecnologia em Santa Rosa, destacou que o Festival Origens é resultado da mobilização das etnias locais. Essas comunidades estão organizadas como entidades sem fins lucrativos, possuindo regularização jurídica. Ele enfatizou a importância dessas associações na preservação e valorização das tradições culturais que formam a identidade do município.
O secretário ressaltou que o evento ultrapassa a mera gastronomia, pois se configura como um movimento de valorização cultural. As etnias promovem atividades durante todo o ano que mantêm suas tradições vivas, incluindo aulas de idiomas, apresentações de danças típicas e eventos voltados para a integração comunitária. Em algumas situações, há colaboração internacional para garantir a continuidade dessas iniciativas.
Na visão de Odaylson, o festival é uma plataforma para evidenciar os esforços já realizados pelas comunidades. “O Festival Origens representa uma chance de mostrarmos à nossa população aquilo que integra nossa história e a nossa identidade cultural”, declarou.
O secretário também comentou sobre a relevância de valorizar as raízes locais em um mundo globalizado onde diferentes culturas estão constantemente em contato. “Atualmente, estamos expostos a diversas referências culturais simultaneamente. Nesse contexto, é essencial que as pessoas conheçam suas origens e compreendam os traços que caracterizam cada formação cultural”, afirmou.
Ele detalhou que o Festival Origens foi idealizado para oferecer uma experiência completa ao público. Durante as noites temáticas, cada etnia não apenas apresenta sua culinária, mas também traz à tona aspectos culturais como músicas, costumes e expressões linguísticas específicas, enriquecendo a interação dos visitantes com essas identidades.
Odaylson sublinhou o aspecto educativo do festival, especialmente direcionado a crianças e jovens, que muitas vezes consomem pratos típicos sem conhecer suas raízes históricas. “Essa vivência contribui para formar uma relação mais consciente com nossa cultura e as influências diversas que moldam nosso município”, disse.
Outro aspecto mencionado foi o fortalecimento das etnias enquanto entidades culturais organizadas, que mantêm atividades ao longo do ano. O secretário mencionou iniciativas como o ensino de idiomas tradicionais, incluindo o polonês, além de ações culturais viabilizadas por parcerias nacionais e internacionais.
Odaylson também anunciou a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Casa da Etnia Portuguesa, agendada para o dia 6 às 17h30 no Parque das Etnias. Este novo espaço será erguido entre a Casa Italiana e a Casa Africana e terá um projeto arquitetônico inspirado na Torre de Belém, contribuindo para o conjunto cultural da área.
Ele informou ainda que esta edição inaugural do festival tem um caráter experimental, servindo como projeto piloto com vistas à expansão futura. A expectativa é incluir novas etnias na programação e consolidar o evento no calendário oficial da cidade.
“Estamos tratando mais do que um evento; trata-se de um movimento para reconhecer nossa história, nossa diversidade cultural e fortalecer o sentimento de pertencimento na comunidade”, finalizou Odaylson.

