Na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, às 8h, o Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, localizado em Esteio, inicia a chegada dos primeiros animais para a 49ª edição da Expointer. O movimento de caminhões, acompanhado pelo som dos cascos e pela ação das equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), marca o início do maior evento agropecuário da América Latina. A inspeção clínica na entrada é essencial para assegurar a sanidade dos rebanhos e fortalecer a confiança tanto dos criadores quanto dos visitantes.
Destaques numéricos
A edição de 2026 apresenta um total impressionante de 7.926 animais inscritos, o maior registro em mais de dez anos. O aumento é significativo em diversas categorias:
- Animais de argola: 5.756, com crescimento de 12,7% em comparação ao ano anterior.
- Rústicos: 2.170, uma elevação de 36%.
- Bovinos rústicos: incremento de 54%, subindo de 265 para 408 exemplares.
- Pequenos animais (aves, pássaros e coelhos): 2.151, um aumento de 46,2%.
Esses números evidenciam a confiança dos criadores e a vitalidade da pecuária no Rio Grande do Sul, que se mostra cada vez mais diversificada e alinhada às exigências do mercado.
Novidades e raças
No segmento de bovinos de corte, as raças Brangus, Angus, Charolês e Devon continuam sendo destaques. Neste ano, a feira também marca a introdução da raça sintética Senangus, resultado do cruzamento entre Senepol e Angus. Além disso, há o retorno de raças como Galloway, Crioulo Lageano, Tabapuã e Guzerá. Essa variedade genética amplia as opções disponíveis para os criadores e reforça a Expointer como um espaço para a disseminação tecnológica.
Nos equinos, o Cavalo Crioulo permanece como símbolo cultural e funcional importante, com competições que atraem muitos visitantes e celebram a tradição campeira. A presença de ovinos e caprinos também cresce, ressaltando o papel fundamental da carne e da lã na economia regional.
Perspectivas do agro
A chegada dos animais representa apenas o início de uma jornada que se estenderá por nove dias. Cada caminhão que passa pelos portões traz consigo histórias familiares, investimentos em genética e expectativas comerciais. É nesse aspecto que a Expointer se destaca: vai além de uma simples feira; torna-se um encontro entre culturas diferentes, técnicas inovadoras e gerações diversas.
O aumento no número de inscrições reflete três tendências principais:
- A valorização da carne gaúcha nos mercados nacional e internacional.
- A busca por diversidade genética com novas raças e cruzamentos inovadores.
- A ampliação da participação dos pequenos animais que atraem novos públicos.
Cultura e negócios
A Expointer 2026 deve gerar movimentações financeiras na casa das centenas de milhões de reais. Além das competições e leilões realizados durante o evento, haverá uma ampla exposição de máquinas agrícolas, inovações tecnológicas, agricultura familiar e manifestações culturais. Assim, consolidando-se como um ponto de encontro entre o meio rural e urbano.
Diante dessa transformação do parque em uma verdadeira cidade durante a feira, visitantes provenientes de diversas partes do Brasil e do exterior estão aguardados. Para os criadores é uma chance ímpar para exibir os resultados obtidos após anos de dedicação; para o público urbano é uma oportunidade valiosa para se conectar com a realidade rural e entender a relevância da agropecuária na economia local e na cultura gaúcha.
A 49ª Expointer tem início com um recorde no número de inscrições e uma diversidade sem precedentes. A chegada dos animais transcende questões logísticas; é o momento em que Esteio assume seu papel central na agropecuária brasileira. Entre baias repletas de vida animal, julgamentos rigorosos e negócios promissores pode-se observar a força resiliente deste setor que continua se reinventando mesmo diante das crises.
A realização da Expointer é promovida pelo governo estadual através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com apoio conjunto da prefeitura local de Esteio, Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs) além da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
