Em 2024, o agronegócio atuou como um freio da economia brasileira, com uma queda de 3%. No entanto, as previsões para este ano apontam que o setor deve voltar a impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do País. Estima-se um crescimento do PIB agropecuário entre 3% e 5,5% em 2025, uma retomada em relação ao ano passado, embora ainda abaixo do registrado em 2023.
Esse aumento é esperado devido ao crescimento da produção agrícola, aos preços elevados de commodities como café, cacau e suco de laranja, além dos ganhos com a desvalorização do real em relação ao dólar, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional. Na pecuária, espera-se uma elevação nos preços no mercado interno e uma demanda firme para carnes bovina, de frango e suína, tanto no Brasil quanto no exterior, o que pode refletir positivamente no PIB.
Diversas consultorias e instituições financeiras como MacroSector Consultores, MB Agro, FGV Ibre, LCA Consultores, Santander e Bradesco projetam crescimentos diversos para o PIB agropecuário em 2025, variando de 3% a 5,5%.
No entanto, os economistas alertam que o crescimento do PIB agropecuário não garante necessariamente maior rentabilidade para os produtores, especialmente em um cenário de juros altos e oferta escassa de crédito. A gestão cuidadosa do capital é essencial para evitar vulnerabilidades. Além disso, fatores como os extremos climáticos e a inadimplência podem limitar o acesso ao crédito rural, impactando as operações dos produtores e aumentando o risco de insolvência das empresas.
Ainda há preocupações com a persistente inflação de alimentos no mercado interno, assim como possíveis impactos de eventos internacionais, como tarifas de importação impostas pelo governo dos EUA. No entanto, a expectativa é de uma demanda aquecida no mercado externo, impulsionada pela ampliação de mercados e a desvalorização do real em relação ao dólar, favorecendo as exportações brasileiras.
Apesar dos desafios e riscos, os economistas também esperam que conflitos externos, como as guerras no Oriente Médio e Ucrânia, tenham um cessar-fogo, resultando em uma queda nos preços do petróleo e impactando positivamente nos insumos agropecuários. É importante ressaltar que essas análises são baseadas em projeções e cenários específicos do mercado.

