O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que os cálculos preliminares do governo indicam um déficit primário de cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, mantendo-se dentro da margem de tolerância da meta fiscal de déficit zero estabelecida para o ano. Os dados oficiais serão divulgados posteriormente.
“Pelo terceiro ano consecutivo, estamos cumprindo a meta de primário, e esse número preliminar aponta um déficit de 0,1%”, afirmou Haddad.
De acordo com as regras fiscais atuais, o governo pode encerrar o ano com um resultado neutro ou um déficit de até 0,25% do PIB sem descumprir a meta. O déficit primário ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada, excluindo os juros da dívida pública.
Haddad explicou que o valor de 0,1% considera apenas as despesas contabilizadas na contabilidade fiscal regular. Ao levar em conta gastos autorizados por decisões judiciais, como precatórios e indenizações a aposentados, o déficit aumenta para cerca de 0,48% do PIB.
O ministro ressaltou que, mesmo incorporando esses valores, o governo continua em uma trajetória consistente de ajuste fiscal nos últimos anos. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central até o final de janeiro.
Haddad também comentou projeções recentes sobre a dívida pública, destacando que o principal fator de pressão não é o desempenho do resultado primário, mas sim os altos juros reais no país.
O ministro anunciou que o governo irá aumentar gradualmente as exigências fiscais nos próximos anos por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), com o objetivo de manter a previsibilidade, credibilidade e sustentabilidade das contas públicas. (Com informações do jornal O Globo)

