O escritório da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, declarou em um comunicado que, “independentemente do que digam”, ela continuará a apoiar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A nota ressaltou: “A participação de Janja é legítima e sempre conta com o apoio do presidente Lula. O propósito de todos os envolvidos é claro: reeleger o presidente”.
No dia 6 de setembro, uma reunião dos coordenadores da campanha petista em Brasília foi marcada por críticas direcionadas à atuação da primeira-dama e à área de comunicação.
A ex-senadora Kátia Abreu, responsável pela coordenação da campanha no Tocantins, confirmou que expressou suas preocupações sobre a presença de Janja durante o encontro, que teve como objetivo discutir ajustes na estratégia para o segundo turno.
Kátia sugeriu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deveria ter um papel mais ativo na campanha e criticou a maneira como a coordenação nacional estava sendo conduzida.
Em entrevista, ela mencionou que Janja estava ocupando um espaço maior do que o vice-presidente na corrida pela reeleição e destacou que não tinha intenção de desmerecer a primeira-dama, mas sim valorizar Alckmin. “A primeira-dama está ocupando um espaço maior do que o vice-presidente. E não querendo desmerecê-la. Ao contrário, querendo enaltecer o vice-presidente Alckmin”, afirmou.
Kátia ainda explicou que sua análise se baseava em considerações estratégicas para as eleições. “Eu estava ali como um agente político que deseja vencer a eleição. Portanto, sou muito pragmática e objetiva. Se alguém está extrapolando negativamente em um processo eleitoral, precisa ser chamado à atenção. Ou então realizam-se pesquisas para verificar se isso representa um erro; se não for, continua-se adiante”, disse.
<pEla também enfatizou a importância de Alckmin aparecer mais nas campanhas, elogiando sua experiência e capacidades, principalmente nas questões econômicas.
Durante os comícios do primeiro turno, Janja assumiu uma posição central que desagradou parte da coordenação da campanha de Lula. Em eventos por todo o país, ela era frequentemente vista organizando atividades e discursando.
No Distrito Federal, em um discurso, a primeira-dama referiu-se a Michelle Bolsonaro como “Bolsonara de Ceilândia”, fazendo alusão à região natal de Michelle onde ocorria o comício.
Após essa declaração, Michelle adotou o apelido mencionado por Janja e chegou a usá-lo em camisetas.
Em Minas Gerais, Janja fez questão de chamar repetidamente o deputado Nikolas Ferreira de “piá de bosta”, título que Nikolas começou a utilizar em suas postagens nas redes sociais após ser chamado assim pela primeira-dama.
