Em setembro, o total de emplacamentos de veículos novos, incluindo carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, alcançou 509.686 unidades, representando um crescimento de 1,15% em relação ao mês anterior. A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) divulgou essa informação na segunda-feira (5), ressaltando que esse foi o melhor desempenho registrado para setembro na série histórica da entidade.
Quando comparado a setembro do ano passado, os licenciamentos apresentaram um aumento de 8,32%.
No acumulado do ano até agora, as vendas atingiram 4,23 milhões de unidades, refletindo uma elevação de quase 15% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
As vendas de automóveis e comerciais leves cresceram 2,13% em relação ao mês anterior e 16,16% se consideradas em relação ao ano passado, totalizando 268.721 unidades vendidas.
De acordo com Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, esse crescimento no principal segmento do mercado foi impulsionado pela concorrência e por iniciativas especiais que promovem o setor, como os programas Move Brasil e Carro Sustentável.
“O setor continua a mostrar uma forte demanda por veículos novos, mesmo diante das dificuldades no acesso ao crédito”, destacou Arcelio Junior.
A Fenabrave decidiu manter suas previsões para 2026, mas indicou que essas estimativas podem ser revisadas em novembro.
“Os resultados atuais sugerem que o fechamento do ano pode ser mais otimista do que o inicialmente previsto para a maioria dos segmentos. No entanto, estamos aguardando o desempenho de outubro para possíveis ajustes no mercado”, acrescentou Arcelio Junior.
Confira os veículos mais vendidos em setembro
- Fiat Strada: 16.002 unidades
- Volkswagen Polo: 11.095 unidades
- BYD Dolphin Mini: 9.385 unidades
- Volkswagen T-Cross: 9.339 unidades
- Volkswagen Tera: 8.725 unidades
- Fiat Argo: 8.603 unidades
- Fiat Pulse: 7.150 unidades
- Caminhonete Chevrolet Onix: 7.133 unidades
- GWM Haval H6: 6.433 unidades
- Fiat Mobi: 6.395 unidades
A razão do crescimento mesmo com juros altos
Esse resultado é notável considerando que o crédito ainda apresenta custos elevados. A taxa de juros iniciou o ano em 15%, mas após uma série de cortes graduais pelo Banco Central, atualmente está fixada em 13,75% desde meados de setembro.
Segundo Arcelio Junior, o principal motor desse crescimento é a competição entre as marcas envolvidas no mercado. Em um comunicado oficial, ele mencionou que a busca por veículos permanece robusta “mesmo num cenário financeiro desafiador”, atribuindo esse sucesso às promoções e incentivos governamentais como os programas Carro Sustentável e Move Brasil.
A Bright Consulting também aponta que as montadoras chinesas tiveram um papel significativo neste crescimento, representando cerca de 21% das vendas de veículos leves em setembro — um número que dobrou se comparado à participação registrada um ano atrás.
A consultoria observou uma mudança no comportamento dos consumidores: aqueles que anteriormente optavam por seminovos agora estão adquirindo carros novos fabricados na China.
Pela primeira vez em seis anos, também foi identificado que o preço médio dos carros novos subiu menos do que a inflação prevista para 2026 — facilitando assim a decisão entre optar por um veículo usado ou um novo.
