Entidade destaca seu papel crucial na cadeia produtiva do tabaco, enfatiza inovações e avanços em sustentabilidade, além de defender a competitividade internacional do setor brasileiro.
Em 2026, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) celebra 79 anos de atuação, solidificando sua posição como uma das principais entidades representativas da indústria fumageira no Brasil. Fundado em 24 de junho de 1947 e localizado em Santa Cruz do Sul (RS), o sindicato reúne 13 empresas associadas e abrange uma cadeia produtiva que mobiliza cerca de 533 mil trabalhadores rurais em 525 municípios da Região Sul, responsável por impressionantes 96% da produção nacional de tabaco.
A importância econômica e social dessa indústria é considerável. O Brasil se destaca como líder global na exportação de tabaco em folha, respondendo por aproximadamente 40% das vendas mundiais. Em 2025, esse segmento gerou mais de US$ 2 bilhões em exportações, contribuindo significativamente para a balança comercial do país. Além disso, a indústria desempenha um papel essencial na geração de empregos e renda, especialmente em pequenas propriedades familiares onde o cultivo do tabaco é combinado com outras culturas agrícolas.
Com o passar dos anos, o SindiTabaco expandiu suas atividades: em 1980 começou a representar todo o estado do Rio Grande do Sul; em 2006 ampliou sua atuação para a Região Sul; e em 2010 adotou sua denominação atual, abrangendo a nível nacional (exceto na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo). Essa evolução demonstra o crescimento do setor e a demanda por uma representação mais ampla e estratégica.
A entidade também se destaca na liderança de iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental e social. Entre suas ações estão programas que incentivam boas práticas agrícolas, preservação de recursos naturais, promoção da saúde e segurança dos produtores, além da proteção de crianças e adolescentes. Um exemplo é o Sistema Integrado de Produção de Tabaco, que oferece assistência técnica, previsibilidade e inovação no campo, fortalecendo a competitividade do tabaco brasileiro.
Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, afirma que o futuro do setor está atrelado à habilidade de conciliar competitividade com sustentabilidade: “A competitividade do tabaco brasileiro está diretamente vinculada à sustentabilidade econômica, social e ambiental de toda a cadeia produtiva. Por isso, é tão importante o nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco, que garante qualidade, inovação, previsibilidade e assistência técnica no campo. No SindiTabaco, temos um compromisso claro com o setor e pautamos nossa atuação em pilares fundamentais que orientam cada decisão e posicionamento adotados pela entidade.”
A inovação tecnológica também tem se tornado cada vez mais relevante. As empresas associadas investem na digitalização dos processos produtivos, rastreabilidade e certificações internacionais para garantir que o tabaco brasileiro atenda aos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos. A implementação de práticas modernas de gestão e integração com plataformas digitais aprimoram a transparência e eficiência da cadeia produtiva.
<pEntretanto, o setor enfrenta desafios como a necessidade urgente de diversificação econômica nas regiões produtoras e a adaptação às novas regulamentações globais. Nesse cenário, o SindiTabaco atua como um mediador junto aos governos e organizações internacionais para defender políticas que assegurem previsibilidade e segurança jurídica tanto para os produtores quanto para as indústrias.
Com quase oito décadas de história, o SindiTabaco se prepara para celebrar seus 80 anos reafirmando sua função estratégica: representar, integrar e fortalecer um setor essencial para a economia brasileira e para milhares de famílias no Sul do país. A organização planeja seu futuro fundamentada em três pilares: sustentabilidade, inovação e competitividade – reafirmando seu compromisso com a manutenção do tabaco brasileiro entre os produtos mais procurados mundialmente.

