Ministro do Supremo autoriza prisão de Daniel Vorcaro em ação relacionada ao Banco Master; saiba mais

A nova fase da operação Compliance Zero determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4), após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Esta é a primeira ação sob a relatoria do ministro Mendonça, que assumiu o caso recentemente. O pedido de prisão partiu da Polícia Federal, enquanto a Procuradoria-Geral da República ainda não se manifestou.

O banqueiro, proprietário do Banco Master, foi preso em São Paulo em uma investigação que apura fraudes financeiras em larga escala. Um mandado de prisão preventiva foi cumprido contra Vorcaro, que foi encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista. De acordo com fontes, a PF solicitou a prisão com base em evidências encontradas no celular de Vorcaro.

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também está sob mandado de prisão e se entregou às autoridades nesta manhã. A terceira fase da Operação Compliance Zero está realizando quatro prisões preventivas e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.

Mendonça também determinou o afastamento de investigados de cargos públicos, incluindo servidores do Banco Central, e o bloqueio de R$ 22 bilhões.

Nesta etapa, a PF está investigando crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por uma organização criminosa. O esquema financeiro envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação faz referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar práticas ilegais.

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria das investigações do caso Banco Master após uma reunião do STF realizada em 12 de fevereiro de 2026.

O presidente do STF, Edson Fachin, convocou a reunião para informar os colegas sobre um relatório da Polícia Federal que mencionava o nome de Toffoli com base em dados do celular de Daniel Vorcaro. Os ministros divulgaram uma nota conjunta depois da reunião, afirmando não haver razão jurídica para declarar suspeição.

No entanto, levando em consideração os altos interesses institucionais, Toffoli solicitou a redistribuição do caso. Com sua saída, o processo passou para o ministro André Mendonça, que agora lidera as investigações.

Desde que assumiu a relatoria, Mendonça tem conduzido as decisões relacionadas ao inquérito, realizando reuniões com representantes da PF e revertendo decisões anteriores, como garantir o fluxo normal da perícia.

 

By Portal de Canoas