Mesmo após desentendimentos causados por Davi Alcolumbre, senadores aliados ao governo têm evitado criticar publicamente o presidente do Senado no momento que antecede importantes votações, como a sabatina de Jorge Messias para o STF.
O encontro entre os chefes do Executivo e do Legislativo, que estava marcado para quarta-feira, não aconteceu. Alcolumbre afirmou que, se Lula quisesse falar com ele, deveria procurá-lo para manter uma relação de harmonia entre os Poderes.
Recentemente, Alcolumbre decidiu manter válida a deliberação da CPI mista do INSS que quebrou o sigilo de um dos filhos de Lula, Fábio Luís, conhecido como Lulinha, indo contra a vontade do governo. Mesmo assim, os integrantes governistas da CPI decidiram não recorrer da decisão, entendendo que a questão é interna do Congresso.
A indicação de Jorge Messias para o STF enfrenta resistência de parte dos senadores, que preferem a indicação de Rodrigo Pacheco. O encontro entre Lula e Alcolumbre tinha como objetivo de destravar essa indicação, além de discutir a lei do Redata e evitar a derrubada do veto à redução de penas de condenados por golpismo.
Apesar de alguns parlamentares do PT estarem descontentes com a decisão sobre o sigilo de Lulinha, preferem não entrar em conflito com o presidente do Senado para evitar uma crise entre os Poderes. A resignação dos petistas também se relaciona com a expectativa de que a quebra de sigilo seja revertida pelo STF em breve.
A ideia do governo é evitar desgastes como os ocorridos no passado e manter uma relação pacífica com o Senado. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, chegou a elogiar Alcolumbre pela decisão sobre Lulinha.

