Segundo um estudo divulgado pela Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), os eventos meteorológicos extremos, como ondas de calor e estiagem, impactaram de forma significativa a atividade leiteira no Rio Grande do Sul durante o último verão.
Esses eventos resultaram em perdas de produção, baixo desempenho reprodutivo das vacas, maior suscetibilidade a doenças como a mastite e aumento dos custos de produção, devido ao estresse térmico calórico moderado, pouca disponibilidade de forragem nos campos e qualidade insatisfatória da água.
Durante os meses de janeiro e fevereiro de 2025, apenas 42,6% e 28,3% das horas avaliadas, respectivamente, proporcionaram conforto térmico aos animais. No mês de fevereiro, ocorreram ondas de calor com temperaturas máximas acima de 35°C e precipitações pluviais irregulares e em baixa quantidade, especialmente nas regiões Central, Campanha e Noroeste, esta última responsável pela maior produção leiteira do estado, conforme explicou a agrometeorologista Ivonete Tazzo.
Todas as regiões, incluindo aquelas que tipicamente não sofrem com o estresse calórico, como a Serra do Nordeste, apresentaram potencial para esse fenômeno durante o verão. Destacam-se o Vale do Uruguai, Baixo Vale do Uruguai e região Missioneira, como apontou a médica veterinária Adriana Tarouco.
Os produtores rurais precisaram se manter atentos à exposição dos animais a essas condições desfavoráveis, uma vez que estimou-se declínios de produção diária de leite entre 24,5% e 28%.

