O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) revelou que teve um almoço na residência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quarta-feira (28). Carlos, que é pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, expressou seu carinho e admiração pelo que chamou de “eterno ministro”.
Em suas redes sociais, Carlos compartilhou: “Na semana passada, conversando com o ministro Adolfo Sachsida, meus irmãos e depois com meu pai, pedi autorização para vir a São Paulo e dar um abraço nele. Tudo certo. Foi mais um momento muito bacana com o eterno ministro, por quem tenho um carinho e uma admiração enormes. Obrigado sempre pela consideração, atenção e amizade”.
Adolfo Sachsida foi ministro de Minas e Energia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e trabalhou ao lado de Tarcísio, que chefiava a pasta da Infraestrutura. A partir dessa colaboração, o governador de São Paulo estabeleceu uma sólida aliança com Bolsonaro, essencial para sua eleição no Estado.
A crescente pressão no espectro político de direita pela possível candidatura de Tarcísio à Presidência causou um distanciamento em sua relação com a família Bolsonaro. Recentemente, Carlos ironizou um discurso da primeira-dama de São Paulo, Cristiane de Freitas, que falava sobre a necessidade de um “novo CEO” para o Brasil, em alusão à possível candidatura presidencial de seu marido.
No dia 14, o filho do ex-presidente publicou uma imagem do ex-governador João Doria segurando uma revista com a manchete que o chamava de “CEO de São Paulo”. Doria é considerado um traidor pelo grupo bolsonarista após romper politicamente com Jair Bolsonaro ainda durante seu mandato como governador de São Paulo.
Poucas horas antes desse episódio, Carlos já havia feito críticas veladas a ex-aliados e a setores da direita que se apresentam como alternativa ao bolsonarismo, incluindo ataques a “isentões” e políticos eleitos com apoio do ex-presidente.
Essas declarações acontecem em um momento marcado pela pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Em dezembro, Flávio afirmou que seu pai o havia escolhido como seu sucessor político.
Mesmo diante da declaração de sua esposa, Tarcísio tem enfatizado seu apoio a Flávio nas eleições deste ano. Na terça-feira (27), o governador afirmou que não concorreria à Presidência nem mesmo se Bolsonaro fizesse o pedido.

