Boulos denuncia prática de “taxa de agiotagem” em apps de transporte.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou o valor cobrado dos aplicativos de transporte de motoristas parceiros, chamando-o de “taxa de agiotagem”. Segundo ele, enquanto vendedores de veículos e advogados têm comissões limitadas por lei, a Uber cobra até 40% a 50% sem assumir riscos ou investimentos.

Boulos destacou que um projeto em discussão no Congresso visa equilibrar essa situação, citando o caso dos motoboys que recebem R$ 7,50 por viagem, enquanto as empresas de delivery lucram 25% com cada pedido. O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, afirmou que dará prioridade a essa pauta.

O governo deu apoio ao texto apresentado pelo relator, deputado Augusto Coutinho, que está pronto para análise em uma comissão especial. O presidente Lula demonstrou preocupação com a relação dos trabalhadores de aplicativos com pautas bolsonaristas, enquanto o IBGE estima que 2,1 milhões de pessoas trabalham por meio de plataformas digitais no Brasil.

Luiz Marinho, ministro do Trabalho, acredita que o Congresso poderá aprovar a regulamentação do trabalho por aplicativo no primeiro semestre de 2026. Ele ressaltou a importância do debate e mencionou os riscos de autorizar mototáxis em cidades grandes como São Paulo, devido ao alto índice de acidentes de trânsito.

By Portal de Canoas