A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está defendendo a competitividade do agronegócio brasileiro por meio de investimentos em inovação. Durante uma audiência pública realizada em Washington, a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, ressaltou que a competitividade do agronegócio no Brasil se deve aos recursos naturais e aos investimentos contínuos em inovação, e não a práticas desleais de comércio.
Essa audiência, promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), faz parte de uma investigação sobre supostas práticas desleais no comércio pelo Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
Mori defendeu os produtores e o agronegócio brasileiro, destacando a importância do cumprimento do Código Florestal e respeito à legislação. Ela também rejeitou alegações de que os produtos brasileiros dependam de práticas comerciais ou ambientais inadequadas para acessar o mercado americano.
A CNA reafirmou seu compromisso com a transparência, diálogo e comércio justo entre Brasil e EUA, representando mais de 5 milhões de produtores rurais brasileiros. Além disso, Mori destacou que o Brasil importa máquinas agrícolas, sementes e fertilizantes dos Estados Unidos, contribuindo significativamente para o comércio bilateral.
A diretora da CNA também abordou a questão do mercado de etanol e do combate ao desmatamento ilegal, ressaltando que o Brasil possui legislação rigorosa e está aberto ao diálogo construtivo com os Estados Unidos. A entidade já havia apresentado uma manifestação escrita em agosto, demonstrando a conformidade e legalidade das políticas e práticas adotadas pelo Brasil em relação a tarifas preferenciais, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
(Com O Estado de S.Paulo)

