O governo está discutindo a possibilidade de criar o Ministério da Segurança Pública no próximo ano, o que seria uma resposta a uma área considerada sensível pela população e com altos índices de desaprovação. Há divergências dentro do governo sobre a decisão, com alguns membros afirmando que a criação da pasta está praticamente definida, enquanto outros acreditam que ainda não houve uma deliberação final.
Alguns auxiliares de Lula argumentam que, embora a criação do ministério seja necessária, talvez não seja o momento mais adequado, considerando o pouco tempo para apresentar resultados antes das eleições. Além disso, apontam que isso implicaria uma cobrança mais direta ao governo federal pelos problemas de segurança, que são de responsabilidade compartilhada com estados e municípios.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, era considerado um dos defensores da posição mais cautelosa, mas teria mudado de ideia recentemente. Espera-se que Lula tome uma decisão final até janeiro.
O debate ocorre em um momento em que a segurança pública impacta a avaliação do governo, interrompendo uma tendência de melhora na popularidade do presidente. Pesquisas indicam que a aprovação do governo caiu e a desaprovação aumentou, devido à preocupação crescente com a violência, intensificada após uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 122 mortes.
A possível criação do Ministério da Segurança Pública é vista como uma forma de centralizar o tema no governo e melhorar a coordenação de políticas de combate ao crime, mas ainda há discussões sobre o formato, atribuições e timing da implementação da nova pasta no Palácio do Planalto.

