Em 2025, o rebanho bovino brasileiro sofreu uma redução de 1,7% em comparação ao ano anterior, marcando a segunda queda consecutiva. O efetivo totalizou 234,3 milhões de bovinos, a menor cifra desde 2022, quando foram contabilizados 234,9 milhões. Esses dados foram apresentados na pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM) de 2025, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (30).
A diminuição é atribuída ao aumento no abate de bovinos nos últimos quatro anos, especialmente das fêmeas. São Félix do Xingu (PA) continua sendo o município com o maior rebanho, contabilizando 2,7 milhões de cabeças, o que representa 1,2% do total nacional. Na sequência estão Corumbá (MS), com 2,2 milhões; Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão.
No cenário regional, a quantidade de bovinos no Centro-Oeste caiu pelo terceiro ano consecutivo (-3,7%), mas a região ainda abriga o maior rebanho do país, com 72,2 milhões de cabeças, equivalendo a 30,8% do total nacional. O Nordeste foi a única região a registrar aumento no efetivo bovino, alcançando 37,3 milhões de cabeças (+2,2%). Por outro lado, o Norte apresentou uma queda de 1,8%, totalizando 63,4 milhões de bovinos. As regiões Sudeste (-1%) e Sul (-1,7%) também vivenciaram quedas pelo terceiro ano seguido e possuem rebanhos de 37,3 milhões e 24,1 milhões de cabeças respectivamente.
Além disso, a pesquisa revelou um recorde no valor da produção pecuária brasileira em R$ 141,2 bilhões para o ano de 2025, representando um crescimento de 6,2% em relação a 2024. Os produtos de origem animal contribuíram significativamente com R$ 128 bilhões (+5,6%), enquanto os itens da aquicultura somaram R$ 13 bilhões (+12,5%). O destaque foi a produção de leite de vaca que gerou R$ 89 bilhões (63% do valor total), seguida por ovos que somaram R$ 36 bilhões (25%) e mel com R$ 1 bilhão (0,9%).
Leite de vaca
A produção de leite de vaca registrou crescimento pelo terceiro ano consecutivo com um aumento de 2,7% entre os anos de 2024 e 2025. A produção atingiu um recorde histórico com 36,7 bilhões de litros. Esse resultado foi alcançado mesmo diante da diminuição no número de vacas ordenhadas durante o período – foram contabilizadas apenas 14,7 milhões em 2025, a menor quantidade desde o início da série histórica em 1974.
Esses dados também explicam o avanço significativo na produtividade que registrou um aumento recorde de 5,6%, atingindo uma média de 2.498 litros por vaca anualmente. Essa melhoria reflete as condições climáticas favoráveis e os investimentos em genética e manejo do rebanho além da otimização das práticas produtivas.
No ranking municipal da produção leiteira em volume absoluto para este ano destaca-se Castro (PR), que produziu impressionantes 532 milhões de litros (+10% em relação a 2024). Carambeí (PR) permanece na segunda colocação com uma produção de 306 milhões de litros e Patos de Minas (MG) ocupa o terceiro lugar com cerca de 249 milhões.
A região Sul se destacou ao liderar tanto em produtividade quanto em volume total produzido com seus impressionantes 12 bilhões de litros – representando assim uma fatia significativa de aproximadamente 34% da produção nacional e um aumento considerável (+4%) comparado ao ano anterior. O Sudeste segue na sequência com uma produção equivalente a R$12 bilhões (+2%), correspondendo a cerca de um terço do total nacional. Já o Nordeste mantinha sua terceira posição ao produzir cerca de R$6 bilhões (+2%), correspondendo a cerca dos seus próprios18%. O Centro-Oeste apresentou queda na sua contribuição para o total nacional (-1%), alcançando R$3 bilhões e respondendo por aproximadamente9%. Finalmente,o Norte teve a menor participação na produção leiteira nacional com apenasR$1 bilhão(+1%) ao longo deste mesmo período.
Rebanhos de caprinos, ovinos e suínos
Em relação aos caprinos houve um crescimento expressivo tendo aumentado em torno de1.2%ao longo do ano para alcançar13.5milhõesde animais enquanto os ovinos também apresentaram alta subindo para22.3milhõescomumacrescimentode cerca demaisde1%. Ambas as categorias alcançaram novos recordes nessa pesquisa.A região Nordeste foi responsável por tal elevação possuindo96.6%dessescaprinos ed75.8%dosovinos.O Sul teve destaque também dentre os ovinos mantendo15.6%do efetivo nacional onde Rio Grande do Sul se destaca como maior produtor brasileiro respondendo por94.8%daprodução total deste tipo no Brasil embora tenha caído10.7%no último levantamento.
Os municípios que lideram em criação caprina são Casa Nova(BA), Juazeiro(BA), Floresta(PE), Curaçá(BA)e Petrolina(PE). Para ovinos,Casa Nova(BA)se destaca mais uma vez seguida porJuazeiro(BA),Dormentes(PE),Remanso(BA)eAfrânio(PE).
O estudo apontou também que o Brasil possui atualmente44milhões desuínosem2025mantendo-se estávelsecomparadoaoano anteriorOtotal defêmeasreprodutorasficouemcerca demilharesdeanimais.
No cenário municipal,O município Toledo(PR)se manteve na liderança da criação suínacomuma participação equivalentea2.1%dototalnacionalrepresentando935mil animais.Oberlândia(MG)segue logo atráscom cercade588milanimaisocupaandoaproximadamente1.3%dototal.A terceira posição é ocupada porConcórdia(SC),com519 milanimais(cerca1.2%dototal).As informações são do IBGE.
