O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está experimentando um crescimento significativo no Rio Grande do Sul. No primeiro semestre de 2026, as aprovações de crédito totalizaram R$ 13,06 bilhões, o que representa um aumento de 80,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Um dado particularmente notável é a contribuição das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que receberam R$ 10,8 bilhões, marcando uma impressionante alta de 112,3% em relação a 2025.
Segundo o presidente Aloizio Mercadante, esses resultados evidenciam a abrangência e a influência do banco: “Os dados demonstram a presença das operações de crédito do BNDES em diversos segmentos da economia, incluindo agronegócio, indústria, infraestrutura, comércio e serviços. No estado, o montante destinado à agropecuária é o maior desde o início da série histórica em 1995.”
Destaque para a Agropecuária
O setor agropecuário se destaca nas aprovações no estado, com um total de R$ 6,57 bilhões, representando um incremento de 73% em relação a 2025 e 716% acima dos níveis de 2022. A infraestrutura recebeu R$ 3,78 bilhões, enquanto a indústria ficou com R$ 1,55 bilhão, e comércio e serviços somaram R$ 1,16 bilhão.
Essa evolução demonstra como os créditos concedidos pelo BNDES estão diretamente relacionados à base produtiva do estado, impulsionando tanto grandes projetos quanto pequenos negócios.
Crescimento na Região Sul
No contexto da Região Sul, as aprovações totais atingiram R$ 36,67 bilhões, um crescimento de 90,2% em relação a 2025. O setor de infraestrutura lidera com R$ 14,33 bilhões, seguido pela agropecuária com R$ 12,57 bilhões, indústria com R$ 5,63 bilhões, além do comércio e serviços que contabilizaram R$ 4,13 bilhões.
No total, as MPMEs absorveram R$ 26,79 bilhões, quase o dobro do valor registrado no ano anterior. Os desembolsos também foram significativos, alcançando R$ 24,43 bilhões contra R$ 19,77 bilhões em 2025.
Sólidos resultados nacionais
<pEm termos nacionais, o BNDES apresentou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no semestre (+25%), totalizando R$ 17,1 bilhões nos últimos doze meses – um recorde histórico. Pela primeira vez na história da instituição, os ativos totais superaram R$ 1,05 trilhão, enquanto o patrimônio líquido chegou a R$ 181 bilhões.
No total geral das aprovações de crédito registrou-se R$ 110,6 bilhões, resultando em uma alta de 52% em relação ao ano anterior. O setor de infraestrutura foi o mais destacado com R$ 46 bilhões (+91%), seguido pela agropecuária com R$ 24,8 bilhões (+46%), comércio e serviços com R$ 17,3 bilhões (+27%) e indústria com R$ 22,5 bilhões (+24%).
Apoio às MPMEs alcançou a cifra recorde de R$ 108,2 bilhões durante este período.
Sustentação financeira e baixa inadimplência
A quantia desembolsada pelo banco atingiu R$ 74,8 bilhões – um aumento de 37% comparado a 2025. As consultas aumentaram significativamente em até 72%, totalizando R$ 237,7 bilhões. A taxa de inadimplência permanece em apenas **0.05%, bem abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional que é de **4.68%.
Tais dados não apenas revelam crescimento robusto: eles sinalizam uma transformação estrutural na economia. O destaque das MPMEs indica que os créditos estão chegando até as bases da economia local e apoiando empregos e inovação. Em especial no RS, os recordes na agropecuária ressaltam sua importância como motor econômico regional; enquanto infraestrutura e indústria recebem suporte para modernização.
A performance do BNDES reafirma sua relevância como ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico ao unir robustez financeira à inclusão social. Ao estabelecer novos marcos nacionais enquanto desempenha papel crucial no processo de recuperação econômica no Sul do Brasil e na criação de um ambiente empresarial mais dinâmico e acessível.
