Um estudo anual da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) revela que, entre os búfalos nascidos entre 2022 e 2025, houve um aumento significativo na eficiência genética para a produção de leite, com um incremento médio de 15,17 quilos por ano. Em comparação, a média registrada para os nascidos entre 2015 e 2021 foi de apenas 7,01 quilos, representando uma impressionante aceleração de 116%.
A análise é baseada na PTA para P305, um indicador que avalia o potencial genético para a produção de leite durante um período de até 305 dias de lactação. “O relatório reúne dados fenotípicos e genéticos que permitem acompanhar as tendências ao longo do tempo e entender os efeitos da seleção nos rebanhos envolvidos”, destaca Gabriela Stefani, que coordena o programa.
Profissionais do setor agropecuário ressaltam que esse progresso coincide com o lançamento do programa de avaliação genética em 2022 e representa o uso crescente da tecnologia genômica. O estudo abrange 25 rebanhos distribuídos em sete estados, contabilizando mais de 35 mil lactações. Além da análise da produtividade leiteira, o relatório também investiga aspectos como curvas de lactação, herdabilidade e diversidade genética, enfatizando a relevância da seleção para garantir tanto a produtividade quanto a sustentabilidade dos rebanhos de búfalos. (Por Gisele Flores – [email protected])
