Cultivadores de arroz solicitam atenção especial do governo federal para o Rio Grande do Sul

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, conhecida como Federarroz, emitiu uma declaração pública reiterando a necessidade de um tratamento especial para os agricultores gaúchos por parte do governo federal. Essa posição está diretamente ligada à crise que o setor agrícola do Estado enfrenta e à urgência de implementar medidas específicas para garantir a continuidade da produção rural.

Em seu comunicado, a entidade destaca que o Rio Grande do Sul se encontra em uma situação singular em comparação aos outros Estados, principalmente devido aos efeitos acumulados ao longo dos últimos anos. Entre os problemas mencionados estão o elevado nível de endividamento, custos altos de produção, preços de venda incompatíveis com os investimentos realizados na produção alimentar, dificuldades no acesso ao crédito, taxas de juros inadequadas e a concorrência desleal com produtos importados.

A Federarroz também ressalta os eventos climáticos adversos que afetaram o Estado nos últimos cinco anos, como períodos de seca e enchentes, que resultaram na diminuição da capacidade produtiva e na redução da renda dos agricultores. Este conjunto de questões impacta amplamente o setor agrícola gaúcho, com consequências significativas para os orizicultores.

O manifesto é assinado por Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, representando a categoria. No texto, ele enfatiza que a defesa dos agricultores e da segurança alimentar nacional requer ações estratégicas e medidas que sejam adequadas à gravidade da crise enfrentada no Rio Grande do Sul.

Outro ponto destacado é a preocupação da Federarroz em relação ao andamento do projeto de lei nº 5.122/2023, que propõe a criação de uma linha especial de financiamento para produtores rurais. A entidade considera essa medida essencial para garantir a sobrevivência de milhares de agricultores no campo.

A Federarroz também expressa solidariedade a outras organizações que buscam soluções junto ao governo federal. Para a entidade, a permanência dos agricultores na atividade agropecuária depende de respostas efetivas das autoridades e de instrumentos legais que estejam alinhados com as dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo gaúcho. O comunicado completo pode ser acessado no site federarroz.com.br.

Preparação das áreas

Quando se menciona a colheita do arroz, muitos tendem a pensar apenas no plantio e na colheita propriamente dita, além do trajeto que o grão percorre até chegar à mesa. Contudo, existem etapas cruciais que iniciam muito antes e são fundamentais para alcançar resultados satisfatórios em produtividade e qualidade. É nesse contexto que se inserem as atividades realizadas na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, localizada em Capão do Leão (na região Sudeste do Estado).

No mês de fevereiro, durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, os participantes puderam visitar as Vitrines Tecnológicas e a Lavoura Breno Prates, onde foram coletadas sementes na primavera anterior. Atualmente, essas áreas estão recebendo novas sementes – as forrageiras – que visam manter o solo saudável para a colheita do arroz prevista para fevereiro.

André Matos, diretor técnico da Federarroz, compartilha sobre dois apoios recebidos pela entidade nesta fase focada na atenção ao solo: “Sempre utilizamos coberturas de inverno para proteger o solo e preservar sua qualidade biológica e química. Este ano contamos com o suporte de duas empresas, PGW e Raix, que forneceram coberturas modernas e cada vez mais eficientes, contribuindo significativamente para a safra de verão”.

(Marcello Campos)

By Portal de Canoas