Fenasoja presta homenagem e celebra com a inauguração de um monumento dedicado à soja

O quarto dia da Fenasoja, realizada em Santa Rosa, destacou um dos momentos mais significativos da comemoração dos 60 anos do evento. Em meio a discussões sobre negócios, inovação e tecnologia, a feira reservou um espaço especial para homenagear aqueles que contribuíram para sua trajetória, solidificando uma identidade fundamentada em memória, pertencimento e desenvolvimento.

A programação do dia foi totalmente voltada a reconhecer o trabalho de voluntários e líderes que desempenharam funções essenciais na consolidação da Fenasoja como uma das principais feiras multissetoriais do Brasil. Desde sua criação, o evento já contou com a participação de aproximadamente 670 presidentes de comissões, evidenciando a força do voluntariado como um pilar estruturante deste projeto.

Na Casa Fenasoja, ocorreu a atualização da Galeria dos Voluntários, onde novas placas foram descerradas em homenagem aos presidentes de cada edição e aos voluntários que ajudaram a construir a história da feira. Esse ato simbolizou a união de diferentes gerações em um espaço dedicado à memória e à continuidade.

Um ambiente dentro da Casa é especialmente dedicado à narrativa histórica da feira: uma sala exibe fotografias dos presidentes das 26 edições ao lado dos cartazes oficiais de cada período. Esse espaço funciona como uma linha do tempo visual, facilitando a compreensão dos visitantes sobre a evolução da Fenasoja e sua relação com o desenvolvimento regional e as transformações no agronegócio brasileiro.

Durante a cerimônia, Dário Germano, presidente do Conselho Consultivo Permanente, ressaltou o significado simbólico daquele local. “A Casa Fenasoja é onde reside nossa história e memória; é um verdadeiro templo para todos nós”, declarou ele, enfatizando a importância da memória institucional como elemento de continuidade.

O evento também incluiu a oficialização de uma homenagem permanente: a Casa Fenasoja agora é denominada Casa Herberto Werner, em tributo ao voluntário que presidiu a nona edição da feira em 1992. Sua contribuição foi fundamental para estruturar o evento, especialmente com a formalização através da criação do CNPJ, que consolidou as bases institucionais da feira.

Outro destaque do dia foi a inauguração de um monumento dedicado à variedade de soja Santa Rosa, situado em frente à Casa Fenasoja. A obra retrata uma semente de soja sustentada pelas mãos de um agricultor e possui acabamento dourado, simbolizando origem, trabalho e prosperidade — uma representação visual da conexão entre o campo e o desenvolvimento econômico.

A homenagem evoca um dos marcos mais significativos na agricultura brasileira. A variedade Santa Rosa foi lançada durante a primeira edição da feira em 1966 e foi pioneira como cultivar genuinamente brasileira. Seu impacto foi crucial para impulsionar a expansão da soja no Brasil, ajudando o país a se tornar um dos maiores produtores mundiais.

Por meio das homenagens e referências históricas integradas na programação do quarto dia da Fenasoja, ficou evidente uma estratégia clara: fortalecer o presente reconhecendo as origens. Em um setor caracterizado por inovações constantes, valorizar essa trajetória coletiva se torna um diferencial competitivo importante.

Dessa forma, a feira reafirma seu papel não apenas como uma plataforma para negócios e tecnologias inovadoras, mas também como guardiã de uma história que acompanha o progresso do agronegócio nacional. Mais do que revisitar o passado, as atividades programadas demonstram que o desenvolvimento se constrói com base na memória, reconhecimento e pertencimento — fundamentos essenciais que sustentam iniciativas capazes de atravessar gerações mantendo-se relevantes nos novos ciclos do campo.

By Portal de Canoas