Irmãos de Dias Toffoli investem R$ 6,6 milhões no resort Tayayá

O executivo Silvano Gersztel, da Reag, esteve envolvido na compra de uma parte da participação dos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. Ele é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro para empresários do setor de combustíveis ligados ao PCC.

Gersztel não foi encontrado para comentar e nem a Reag, o ministro Toffoli e seus irmãos se pronunciaram sobre o assunto.

Gersztel atuou na Reag por nove anos e renunciou aos cargos de CEO e CFO de uma administradora de fundos da empresa no início de janeiro como parte de uma reestruturação após a aquisição pela Planner.

Ele foi considerado o número 2 de João Carlos Mansur na época em que a empresa gerenciava mais de R$ 340 bilhões. Ambos foram alvo de investigações da PF e deixaram a empresa durante as apurações. Gersztel está sob investigação por suas atividades em fundos para clientes problemáticos e sua relação com a transação do resort da família do ministro.

O pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, é cotista dos fundos de investimento Leal e Arleen administrados pela Reag. Esses fundos foram utilizados para investir no resort. O fundo Arleen tornou-se sócio das empresas familiares que controlam o Tayayá.

Documentos mostram que Gersztel representou o fundo Arleen na sociedade com as empresas dos irmãos e primo do ministro. O fundo adquiriu metade da participação dos irmãos Toffoli em setembro de 2021.

Após a transação, o fundo e a família Toffoli foram sócios até 2025, quando se retiraram para vender suas participações nas empresas a Paulo Humberto Barbosa, único proprietário do negócio atualmente.

Gersztel foi alvo da Operação Carbono Oculto da PF em agosto de 2025, que investiga o uso dos fundos da Reag para lavagem de dinheiro dos controladores das distribuidoras de combustível suspeitas de ligação com o PCC. A gestora nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas.

Nas investigações, os donos das empresas são apontados como sonegadores bilionários que utilizavam os fundos da Reag para adquirir ativos e imóveis para ocultar sua verdadeira propriedade e sonegar impostos.

O MP afirma que a compra da Usina Itajobi em São Paulo foi realizada de forma fraudulenta e que executivos da Reag, incluindo Gersztel, agiam de acordo com as práticas criminosas da organização.

A Reag também é investigada por abrigar fundos ligados às fraudes do Banco Master, envolvendo Vorcaro e Zettel. Mesmo que não seja investigado, Daniel Vorcaro solicitou que o caso seja transferido para o STF, sob a relatoria de Toffoli.

A Carbono Oculto e outras operações da PF envolvendo empresários ligados ao Master revelaram mensagens relacionadas ao banco e Vorcaro, mostrando a complexidade das investigações em andamento.

By Portal de Canoas