Governo Lula denuncia violação da Carta da ONU pelos EUA e exige suspensão do bloqueio na Venezuela

O governo brasileiro condenou, hoje, as ações militares dos Estados Unidos no Caribe e o bloqueio naval imposto contra a Venezuela, afirmando que tais atitudes representam violações da Carta das Nações Unidas e devem ser interrompidas imediatamente.

O embaixador brasileiro na ONU, Sérgio Danese, expressou a posição do Brasil durante a reunião do Conselho de Segurança solicitada por Caracas.

Segundo o diplomata, “a presença da força militar dos Estados Unidos próxima à Venezuela e o bloqueio naval recentemente anunciado violam a Carta das Nações Unidas. Por isso, devem ser suspensos imediata e incondicionalmente, favorecendo o uso de meios políticos e jurídicos disponíveis”.

Danese ainda destacou a disposição do Brasil em apoiar um diálogo honesto entre os dois países, conforme declarado pelo presidente Lula anteriormente. Além disso, ressaltou o comprometimento do Brasil com a ONU, o multilateralismo e a resolução pacífica de disputas.

O embaixador brasileiro enfatizou que “medidas unilaterais coercitivas não têm respaldo na Carta das Nações Unidas e não devem ser aplicadas por meio da força ou ameaças”. Ele acrescentou que soluções baseadas na força vão contra a tradição de paz da América Latina e do Caribe, região que busca manter boas relações internacionais e respeitar o direito internacional.

A reunião do Conselho de Segurança foi convocada em resposta às tensões crescentes entre Venezuela e Estados Unidos. Durante o encontro, o embaixador americano afirmou que os EUA vão impor sanções rigorosas para privar Nicolás Maduro de recursos, alegando que a venda de petróleo venezuelano permite sua permanência no poder e sustenta atividades narcoterroristas.

Desde há quase quatro meses, os Estados Unidos mantêm presença militar significativa no Caribe, especialmente próximo à costa venezuelana, sob o pretexto de combater o narcotráfico – argumento rejeitado pelo governo venezuelano como uma tentativa de intervenção. Na última semana, Donald Trump ordenou um bloqueio total aos petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela, intensificando a pressão contra Maduro.

 

By Portal de Canoas