Pavilhão da Agricultura Familiar atinge vendas superiores a R$ 14 milhões

O 28º Pavilhão da Agricultura Familiar se destacou mais uma vez durante a 49ª Expointer, realizando vendas que totalizaram R$ 14.401.231,85 ao longo dos nove dias do evento. No sábado, dia 5 de setembro, penúltimo dia da feira, as transações alcançaram R$ 2.644.756,21, evidenciando a força e a relevância da produção familiar no estado do Rio Grande do Sul.

Diversidade e protagonismo

Esta edição contou com a participação de 509 expositores oriundos de 216 municípios. O espaço abrigou 400 agroindústrias familiares, 74 empreendimentos artesanais, 28 negócios voltados para plantas, mudas e flores, além de sete cozinhas. Destaca-se que 265 jovens estão à frente desses empreendimentos e que 179 são liderados por mulheres. O setor de artesanato teve a presença de oito iniciativas indígenas e três quilombolas, assim como 69 empreendimentos com certificação orgânica.

Gustavo Paim, o secretário de Desenvolvimento Rural, enfatizou a singularidade do pavilhão como um local que valoriza a produção local: “Os consumidores encontram aqui produtos únicos, carregados de histórias e trabalho. É um espaço onde podem redescobrir receitas que foram passadas por gerações.”

Estrutura e inovação

A estrutura oferecida aos produtores incluiu áreas para camping, pontos com água potável e eletricidade, além de chuveiros com água aquecida. O pavilhão também foi equipado com mezanino e uma sala dedicada à amamentação, além de um mapa interativo que facilitava a localização dos empreendimentos por produto, município ou nome da agroindústria.

Dentre os produtos mais procurados estavam embutidos variados, queijos, laticínios, pães, cucas, doces, geleias, mel, vinhos, cachaças e licores — todos elaborados por agricultores familiares e empreendedores locais.

Tradição e experiência de consumo

Marcelo Alves, administrador de Guaíba, elogiou o pavilhão como um dos principais atrativos da feira: “Não fiz muitas pesquisas sobre os produtos; optei pelo que comprar somente após experimentar.”

A feira representa uma oportunidade significativa para os expositores em termos de renda e visibilidade. Natal Comin e Fernanda Manara, do Laticínios Pipo em Nova Roma do Sul, participam desde 2014 e ficaram satisfeitos com os resultados: “Este ano superou nossas expectativas.”

Premiação e impacto nas vendas

No âmbito da feira ocorreu o 14º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, que premiou amostras excepcionais nas categorias de bebidas, embutidos, laticínios, doces e erva-mate. As avaliações foram conduzidas por especialistas da UFRGS e Embrapa Uva e Vinho.

A agroindústria Ovelha Arteira venceu na categoria Queijo Autoral, resultando em um aumento significativo na procura por seus produtos. Kátia Michaelsen comentou sobre o sucesso: “Trouxemos o queijo vencedor da categoria autoral e ele esgotou antes mesmo da premiação. Após receber o prêmio, isso certamente deu um impulso às vendas; mesmo sem o queijo campeão disponível agora temos apenas um produto.”

Kátia também destacou a alta demanda pelo doce de leite: “Vendemos mais de 350 vidros desse produto. Fizemos reposição ontem e tudo foi vendido rapidamente. Portanto, acredito que o prêmio tenha realmente impulsionado as vendas dos demais itens.”

O queijo autoral requer um período de maturação de 60 dias, o que limitou sua disponibilidade durante a feira.

“Recentemente nos tornamos uma agroindústria certificada desde abril. Para termos o queijo pronto conforme desejamos apresentar ao público não conseguimos produzir grandes quantidades,” completou ela.

A performance do Pavilhão da Agricultura Familiar na 49ª Expointer reafirma a importância estratégica da produção familiar para a economia gaúcha. Com sua diversidade e inovação reconhecidas, este espaço não só gera receita como também fortalece a identidade cultural e gastronômica do Estado.

By Portal de Canoas