Carne bovina brasileira atinge recorde histórico nas exportações do primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, as exportações de carne bovina atingiram um marco histórico, totalizando 1,7 milhão de toneladas. Esse volume representa um crescimento de 15,5% em comparação com o mesmo período de 2025, conforme informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) organizadas pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), divulgadas nesta segunda-feira (6).

Em termos financeiros, a receita gerada pelas vendas externas aumentou 36,2%, passando de US$ 7,24 bilhões no primeiro semestre de 2025 para US$ 9,85 bilhões neste ano. A média mensal de exportação ficou em cerca de 284 mil toneladas.

China se destaca como principal importador

A China se consolidou como o maior parceiro comercial do Brasil no setor, respondendo por 46,6% das exportações nacionais. Ao longo dos primeiros seis meses do ano, foram embarcadas 794,7 mil toneladas para o país asiático, representando um aumento de 24%, além de uma receita que alcançou US$ 4,87 bilhões, com um crescimento significativo de 49,4%.

Com o Brasil já tendo alcançado a cota de exportação livre de tarifas adicionais para a China, que é de 1,106 milhão de toneladas, espera-se uma redução acentuada nos embarques para o segundo semestre.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos das exportações brasileiras. O volume enviado ao país cresceu 13%, totalizando 205 mil toneladas e gerando 29,8% da receita total do setor, que somou US$ 1,35 bilhão.

Apesar das tensões comerciais atuais, a União Europeia ficou em terceiro lugar como parceiro comercial do Brasil neste segmento. Foram enviadas 51,2 mil toneladas para lá, resultando em US$ 452,3 milhões em receita. Com a implementação das novas restrições a partir de 3 de setembro, espera-se que o volume enviado à região diminua na segunda metade do ano.

Outros mercados que se destacaram no primeiro semestre incluem o Chile e a Rússia. O Chile recebeu 70,7 mil toneladas e gerou US$ 420,2 milhões em receitas. Já a Rússia importou 62,2 mil toneladas e obteve uma receita de US$ 284,1 milhões; as exportações para esse país apresentaram um crescimento expressivo tanto em volume (53,8%) quanto em valor (58,9%). Diante dos obstáculos comerciais enfrentados com dois dos principais parceiros do Brasil nessa área, há expectativas de que novos mercados ganhem relevância nas próximas estatísticas.

Dados referentes ao mês de junho

No mês passado, os embarques totalizaram 317,3 mil toneladas — um aumento de 16,6% — e trouxeram US$ 1,975 bilhão em divisas ao país. Esse valor representa uma elevação de 38,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior e é considerado o melhor resultado histórico nesse período. Em junho, as carnes in natura corresponderam a impressionantes 88,1% do total exportado (279,7 mil toneladas) e contribuíram com 92,6% da receita total registrada de US$ 1,83 bilhão.

A parcela restante das exportações foi composta por carnes industrializadas (8,5 mil toneladas gerando US$ 74 milhões), miúdos (20,1 mil toneladas resultando em US$ 46,3 milhões), gorduras (6,2 mil toneladas e US$ 16 milhões), tripas (2,7 mil toneladas com receita de US$ 9,3 milhões) e carnes salgadas (131 toneladas e US$ 754 mil).

No mês analisado, a China novamente liderou como principal parceiro comercial do Brasil no setor da carne bovina. Foram enviadas ao país asiático cerca de 161,9 mil toneladas — alta de 19% — proporcionando uma receita aproximada de US$ 1,08 bilhão com um crescimento robusto de 39,5%. Os Estados Unidos seguiram como segundo maior destino com embarques somando apenas 6.4 mil toneladas — uma queda de 8.3% se comparado ao ano anterior — mas apresentaram uma receita superior em 16.4%, alcançando US$192.9 milhões.

By Portal de Canoas