Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (29) abordou o futuro do ensino técnico no estado, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelas escolas agrícolas em termos de gestão, recursos humanos e financiamento. Fritz Roloff, presidente da Agptea, destacou que essas instituições funcionam como “laboratórios vivos”, o que demanda a presença de professores capacitados e equipes técnicas permanentes.
Durante o encontro, foram discutidas diversas alternativas, com destaque para a proposta de parcerias público-privadas que poderiam oferecer suporte a projetos pedagógicos sem transferir a administração das escolas. O evento contou com a participação de representantes de oito instituições, além da Suepro e do Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Agrícolas.
Luiz Carlos Cosmam enfatizou a urgência de expandir o ensino técnico no Estado, uma vez que apenas 11% dos jovens estão matriculados nessa modalidade, em contraste com mais de 70% observados em nações desenvolvidas. A audiência reiterou a importância de fortalecer a estrutura e aumentar o financiamento para assegurar qualidade e inclusão nas escolas.

