Cooperativas aportam R$ 1,25 bilhão na Soli3 em Cruz Alta, uma indústria de biodiesel que visa faturar R$ 2,5 bilhões e solidificar o Rio Grande do Sul como centro da bioeconomia.
O estado do Rio Grande do Sul dá um passo significativo na área da bioeconomia com o lançamento das obras da Soli3, uma nova instalação dedicada ao processamento de soja e à produção de biodiesel localizada em Cruz Alta. Este projeto é resultado da colaboração entre as cooperativas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal e prevê um investimento total de R$ 1,25 bilhão, com um faturamento anual projetado de R$ 2,5 bilhões, com operações previstas para começarem em 2028.
A planta terá uma capacidade inicial voltada para processar 3 mil toneladas de soja diariamente, resultando em uma produção anual de 200 mil toneladas de biodiesel. Na segunda fase do projeto, essa capacidade será ampliada para 7,2 mil toneladas por dia, totalizando uma produção anual de 500 mil toneladas de combustível renovável. Com uma área construída que ocupará 75 mil m² em um terreno de 138 hectares, o complexo contará ainda com integração ferroviária e equipamentos já contratados, incluindo sistemas de processamento e subestações de energia. “Nosso objetivo agora é realizar a obra com a maior eficiência possível e agregar valor aos nossos associados”, declarou Germano Döwich, presidente da Cotripal e também da Soli3.
A execução desse projeto deverá gerar aproximadamente mil postos de trabalho durante a construção, além da criação de 150 empregos diretos e mais 500 indiretos após o início das operações. A prefeita Paula Librelotto comentou: “A Soli3 marca um marco importante para o crescimento econômico e social de Cruz Alta. Isso vai aquecer o comércio local, fomentar serviços e criar novas oportunidades para as famílias.” O projeto também destaca a relevância das cooperativas como agentes transformadores na região, promovendo renda e segurança aos produtores locais.
O vice-governador Gabriel Souza enfatizou: “A demanda por biocombustíveis está crescendo globalmente. O Rio Grande do Sul precisa expandir suas cadeias produtivas para aumentar a renda dos agricultores. O biocombustível é um dos caminhos viáveis para o futuro do estado.” Nei César Manica, presidente da Cotrijal, acrescentou que “o início das obras representa uma etapa crucial dentro do esforço contínuo realizado nos últimos anos para tornar este grande projeto realidade.” Walter Vontobel, representante da Cotrisal, complementou: “Esse investimento vai além do aspecto industrial; é uma resposta direta às necessidades dos nossos associados por maior agregação de valor.”
A Soli3 é um símbolo da força colaborativa no agronegócio gaúcho e posiciona o estado como protagonista na transição energética. Com um impacto econômico significativo e a criação de empregos que reforçam a soberania produtiva local, este empreendimento inaugura uma nova fase para o Rio Grande do Sul na bioeconomia, fazendo de Cruz Alta uma referência nacional em biocombustíveis. (Gisele Flores – [email protected])

