Ministro do STJ sob investigação por assédio sexual contra jovem de 18 anos.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, está sendo investigado por importunação sexual após denúncia de uma jovem de 18 anos. O caso veio à tona através do site da revista Veja e foi confirmado pelo g1 e pela TV Globo. As investigações estão em andamento em sigilo devido à natureza do crime.

A jovem prestou queixa na Polícia Civil de São Paulo, que está conduzindo as investigações.

O inquérito foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), pois Buzzi possui foro privilegiado.

Em comunicado, o ministro Marco Buzzi nega as acusações e repudia qualquer insinuação de conduta inadequada.

Já a defesa da mulher espera que as investigações sejam conduzidas com rigor e que haja uma conclusão adequada pelas autoridades competentes.

O caso está sendo tratado como importunação sexual, e a pena prevista pelo Código Penal para esse crime varia de 1 a 5 anos de reclusão.

De acordo com informações da TV Globo, a jovem alega ter sido assediada no mar em 9 de janeiro. A família estava na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).

A vítima relatou aos pais que, estando no mar, percebeu a presença do ministro. Ele teria se aproximado, segurando-a pela lombar.

A jovem tentou escapar duas vezes, mas Buzzi continuou forçando o contato. Após conseguir se soltar, ela pediu ajuda aos pais.

A família confrontou a família do ministro e deixou o local no mesmo dia. No dia 14 de janeiro, foram à Polícia Civil de São Paulo registrar a ocorrência.

A Corregedoria do CNJ está investigando o caso e já ouviu depoimentos. Tanto a jovem quanto sua mãe prestaram depoimento. O conteúdo da investigação está em sigilo.

Perfil

Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde 2011. Ele é natural de Timbó, Santa Catarina, e possui mestrado em Ciência Jurídica, com especializações em diversas áreas do Direito.

Os advogados do ministro afirmam que as insinuações divulgadas não correspondem aos fatos e que ele nega qualquer conduta imprópria. A defesa da vítima pede que a investigação seja conduzida de forma rigorosa.

O CNJ também se manifestou sobre o caso, ressaltando a importância do sigilo para proteger a intimidade da vítima e evitar retraumatização.

By Portal de Canoas