Recentemente, o Tesouro Nacional divulgou dados apontando um rombo de R$ 83,8 bilhões nas contas do governo até novembro deste ano. O superávit primário, que ocorre quando as receitas superam as despesas do governo, não foi atingido, resultando em um déficit de R$ 20,2 bilhões apenas no mês de novembro.
Esses números representam uma piora em relação ao ano anterior, indicando uma queda de 4,8% na receita líquida e um aumento de 4,0% nos gastos totais do governo no mesmo período. A expectativa é que o ano seja encerrado cumprindo a meta fiscal estabelecida, com a possibilidade de um déficit de até R$ 75,8 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, estima que o governo deverá fechar o ano com um déficit de aproximadamente R$ 20,6 bilhões, descontando as despesas permitidas por lei. Essa projeção se baseia em um superávit esperado para dezembro, influenciado principalmente pela receita de dividendos provenientes de estatais como BNDES, Petrobras e Caixa.
Apesar do cenário desafiador, o governo segue buscando o equilíbrio fiscal e o cumprimento das metas estabelecidas, demonstrando que a situação das contas públicas ainda demanda atenção e medidas para garantir a estabilidade econômica.

