Cerimônia em Cruz Alta dá início à colheita da safra 2026 e ressalta a importância do cultivo de trigo para o agronegócio, a indústria alimentícia e o desenvolvimento regional.
Na última quinta-feira, Cruz Alta sediou a abertura oficial da colheita do trigo no Rio Grande do Sul, um evento que sinaliza uma das fases mais significativas do calendário agrícola do estado. O encontro contou com a presença de autoridades, produtores rurais e representantes do setor, todos reunidos para discutir a relevância econômica dessa cultura e as expectativas para a safra de 2026.
A escolha de Cruz Alta como local do evento sublinha sua importância como um dos principais centros de cultivo de trigo no Estado. Atualmente, o município detém a segunda maior área destinada ao cultivo dessa cerealeira no Rio Grande do Sul, ficando apenas atrás de Palmeira das Missões, consolidando-se como um ponto de referência em uma cadeia produtiva essencial para o abastecimento da indústria moageira e do setor alimentício.
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, durante a cerimônia, enfatizou o papel dos agricultores na economia do estado. Ele destacou que o trigo não apenas gera renda, mas também é vital para o desenvolvimento das regiões produtoras. Além disso, apontou que essa ocasião é uma chance valiosa para avaliar como a safra está se saindo diante de variáveis que impactam diretamente as atividades agrícolas, como clima, custos de produção e dinâmica de mercado.
<pA prefeita Paula Librelotto mencionou que fortalecer o agronegócio é crucial para garantir o crescimento econômico em Cruz Alta e atrair novos investimentos. Ela também ressaltou as oportunidades que a cidade tem para aumentar sua participação nas cadeias produtivas relacionadas à agroindústria e biocombustíveis.
Estudos realizados pela Emater/RS-Ascar indicam que aproximadamente 763 mil hectares deverão ser dedicados ao cultivo do trigo no Rio Grande do Sul em 2026, com uma produtividade média estimada em 2.833 quilos por hectare. A estimativa total da produção estadual gira em torno de 2,2 milhões de toneladas. Embora esse número seja inferior ao registrado no ciclo anterior, o trigo continua sendo um componente estratégico na matriz produtiva gaúcha.
No início da colheita, as condições climáticas estão sob avaliação rigorosa. Chuvas constantes e menor incidência de luz solar ao longo do ciclo exigiram monitoramento constante das lavouras e continuam sendo fatores críticos para assegurar a qualidade dos grãos colhidos.
A abertura da colheita não representa apenas o início da retirada do cereal dos campos; ela simboliza também a força contínua de uma atividade fundamental dentro do agronegócio gaúcho, gerando investimentos, rendas e contribuindo para a competitividade agrícola no estado. (por Gisele Flores)
