Indústria do Brasil apresenta queda de 0,6% em agosto

Em agosto, a produção industrial no Brasil caiu 0,6% em comparação com o mês anterior, revertendo a leve alta de 0,1% observada em julho, que havia interrompido uma sequência de duas quedas consecutivas.

Quando comparada ao mesmo período do ano passado, a atividade industrial registrou uma diminuição de 1,2%, acentuando a queda de 0,5% vista em julho. Naquele mês, houve uma interrupção em uma sequência de quatro meses de resultados positivos. No acumulado do ano, o setor apresenta um crescimento de 0,8%.

Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (2) indicam que, nos últimos 12 meses, a indústria avançou 0,6%.

No comparativo entre julho e agosto, todas as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 segmentos industriais analisados mostraram redução na produção. Os principais fatores negativos vieram da indústria do fumo, que sofreu uma queda de 23,4%, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento acumulado de 32,5%. Outros setores afetados incluem produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), revertendo um aumento de 3% em julho, além das indústrias extrativas que apresentaram um recuo de 0,7%, marcando o quarto resultado negativo seguido e totalizando uma perda de 4,7% nesse intervalo.

Outros segmentos que contribuíram para os resultados negativos foram equipamentos de informática e produtos eletrônicos e ópticos (-4%), produtos feitos de borracha e plásticos (-1,8%), vestuário e acessórios (-3,3%), coque e derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%), produtos metálicos (-1,6%) e outros tipos de transporte (-2,9%).

<pApesar dos resultados negativos em muitos setores, houve nove atividades que apresentaram crescimento em agosto. A categoria de produtos alimentícios foi a mais significativa entre elas com um aumento de 1%, marcando o segundo mês consecutivo com taxa positiva e acumulando um crescimento total de 2,2%. Destacam-se também as contribuições positivas dos setores diversos (8,4%), químicos (0,9%) e metalúrgico (0,8%).

Em termos das grandes categorias econômicas na comparação mensal com julho, bens de consumo semi-duráveis e não duráveis tiveram as maiores quedas em agosto com recuos de -1,7% e -1%, respectivamente.

By Portal de Canoas