Taxa de desemprego atinge 5,3% em agosto, enquanto população empregada registra recorde histórico, revela IBGE

No trimestre que se encerrou em agosto de 2023, a taxa de desemprego no Brasil foi registrada em 5,3%, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados na terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice representa o menor patamar para esse período desde o início da série histórica, em 2012.

Esse resultado está alinhado com as expectativas do mercado, conforme indicado pela pesquisa Projeções Broadcast. A mediana das previsões apontava para a manutenção da taxa de desemprego em 5,3% no trimestre que terminou em agosto, igualando a variação do trimestre anterior que culminou em julho. As estimativas variavam entre 5,2% e 5,6%.

Em comparação ao trimestre finalizado em maio, utilizado como base para essas análises pelo IBGE, o índice de desemprego era de 5,6%. Naquele período, cerca de 6,1 milhões de brasileiros estavam sem trabalho, enquanto entre junho e agosto esse número caiu para 5,8 milhões. O total de desocupados registrado foi o menor desde novembro de 2025, quando havia aproximadamente 5,6 milhões de pessoas nessa situação.

A queda nas taxas de desemprego no País é atribuída ao crescimento da ocupação. O número total de brasileiros com emprego alcançou um recorde histórico de 103,5 milhões. Isso representa um acréscimo de 774 mil postos de trabalho em relação ao trimestre anterior.

William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, afirmou que o principal fator contribuindo para a redução da desocupação foi o aumento nas contratações e a entrada de novos trabalhadores no mercado como autônomos ou empregadores. Ele ressaltou que a taxa atual está próxima dos níveis mais baixos já registrados na série histórica. Em comparação com os trimestres finaisizados em maio e agosto de 2025, houve uma diminuição de 0,3 ponto percentual na desocupação durante o trimestre que abrangeu junho a agosto de 2026.

“Não diria que estamos vendo uma desaceleração. Em momentos assim, as reduções tendem a ser menores devido ao fato de estarmos próximos dos limites máximos possíveis para variações maiores. Seria necessário um esforço significativo da economia para gerar mudanças mais substanciais”, comentou Kratochwill.

Entretanto, grande parte do crescimento no emprego veio da informalidade. Do total de novos postos criados até agosto — que somaram 774 mil —, cerca de 528 mil trabalhadores não possuíam carteira assinada ou CNPJ. Desses, a maioria estava empregada no setor privado sem registro formal (224 mil), enquanto outras 117 mil pessoas passaram a atuar como autônomas sem CNPJ.

Por outro lado, o número total de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) atingiu a marca de 39,5 milhões no trimestre até agosto — um recorde na série histórica. Este grupo cresceu em 244 mil pessoas comparado ao trimestre anterior, uma variação considerada estável dentro da pesquisa. O número total de trabalhadores sem carteira registrada no setor privado permaneceu em 13,7 milhões tanto no trimestre quanto no ano.

Analisando os setores econômicos específicos, as indústrias e a construção civil foram as principais responsáveis pelo aumento do emprego. A indústria adicionou aproximadamente 256 mil novos empregos (um crescimento de 2%), enquanto o setor da construção contratou mais 306 mil trabalhadores (um incremento de 4,1%).

O rendimento médio dos trabalhadores se manteve estável em R$ 3.777 comparado ao trimestre anterior; porém apresentou um aumento significativo de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

By Portal de Canoas