Crise de abastecimento de diesel compromete funcionamento de serviços públicos no Rio Grande do Sul, aponta entidade municipalista

De acordo com levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), 142 cidades do estado estão enfrentando falta de óleo diesel. Isso representa 29% do total de municípios, indicando um cenário de restrições na oferta do combustível no país, em meio a um aumento global de preços devido à guerra entre os EUA, Israel e o Irã.

O problema pode ser ainda maior, visto que 45% dos governos municipais que responderam ao questionário da Famurs relataram escassez de diesel. Prefeituras estão sendo obrigadas a priorizar serviços de saúde, como o transporte de pacientes, enquanto obras e atividades dependentes de maquinário são suspensas devido à falta de combustível, gerando preocupações para os próximos dias, com risco de impacto em outras áreas sensíveis.

Segundo a consultoria Raion, especializada no mercado de combustíveis, o interior do Rio Grande do Sul tem sido especialmente afetado pela restrição na oferta de diesel, devido à grande demanda da agropecuária na região. A escassez tem relação direta com a alta nos preços do petróleo e, consequentemente, dos preços do diesel importado, afetando principalmente empresas que realizam compras no mercado à vista.

Produtores rurais de médio e pequeno porte, mais presentes no cenário agrícola gaúcho do que em outras regiões, são os mais impactados, já que recorrem ao mercado à vista ou a revendedores para adquirir o combustível. A Região Sul é atendida por grandes distribuidoras, mas também por distribuidoras regionais e varejistas, que conseguem atender esse público específico, garantindo a capilaridade do mercado.

By Portal de Canoas