Lulinha se oferece para colaborar com o Supremo nas investigações do INSS

A defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso aos autos do inquérito que investiga irregularidades em descontos do INSS. Lulinha, como é conhecido, não foi alvo da operação Sem Desconto, mas teve seu nome mencionado por uma testemunha do caso.

De acordo com a testemunha, ele teria colaborado com o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, para facilitar negócios no Ministério da Saúde.

Segundo o advogado Guilherme Suguimori, Lulinha está disposto a prestar qualquer esclarecimento necessário ao STF, desde que tenha acesso às informações da investigação em sigilo. O pedido foi feito em janeiro, mas ainda aguarda resposta do ministro do STF André Mendonça, relator do caso.

A defesa de Lulinha reiterou que ele não tem ligação com as fraudes do INSS, não participou de desvios ou fraudes e não recebeu recursos ilícitos.

Alguns alvos da Operação Sem Desconto estão em processo de negociação de delação premiada com a Polícia Federal. Entre eles está o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho, suspeito de envolvimento no esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas. Ele está sob custódia desde novembro de 2025.

No ano passado, a Polícia Federal informou ao STF que estava investigando menções a Lulinha no inquérito. A corporação sugeriu que o filho do presidente poderia ter atuado como sócio oculto do “careca do INSS”, mas ressaltou que não havia indícios de envolvimento direto em condutas fraudulentas relacionadas aos descontos associativos.

Além disso, surgiram evidências de uma empresa próxima a Lulinha discutindo a dispensa de licitação para o fornecimento de remédios à base de cannabis ao Ministério da Saúde. No entanto, o contrato não foi concretizado. A PF investiga se o “careca” estava tentando expandir seus negócios para outros órgãos públicos, como o Ministério da Saúde.

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e ex-candidata a deputada estadual pelo PT, foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Ela teria prestado serviços de consultoria ao “careca do INSS” por R$ 1,5 milhão, segundo as investigações.

De acordo com a PF, há três menções a Lulinha nos autos, incluindo relatos de um ex-sócio do lobista afirmando que ele era sócio em um projeto e teria recebido valores significativos. Também foi identificada a compra conjunta de passagens aéreas por Lulinha e Roberta Luchsinger, além de possíveis referências em conversas entre Luchsinger e o “careca do INSS”.

By Portal de Canoas