O período de quarentena sanitária de 28 dias, também conhecido como vazio sanitário, chegou ao fim em Montenegro, no Vale do Caí. A cidade teve um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) confirmado em uma granja comercial em maio.
Desde então, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação tem realizado ações rigorosas para eliminar o foco e monitorar possíveis novos casos no Rio Grande do Sul.
Mais de 4 mil veículos foram abordados em barreiras sanitárias na região para controlar o transporte de animais, produtos de origem animal e rações durante esse período.
As visitas de vigilância em propriedades rurais foram realizadas dentro de duas zonas demarcadas, uma de três quilômetros e outra de dez quilômetros a partir do foco. Todas as medidas seguiram protocolos nacionais e diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal.
Após a confirmação da doença, todas as 540 propriedades cadastradas dentro do perímetro do foco foram visitadas. As revisitas priorizaram as propriedades com aves presentes.
Ao todo, foram realizados oito ciclos de visitas a cada três dias nas propriedades do raio de três quilômetros, e cinco visitas a cada sete dias nas propriedades do raio de dez quilômetros. Cerca de 2 mil visitas foram feitas pelos fiscais agropecuários nas propriedades rurais da região afetada pela gripe aviária.

