Pampa em Transformação: O destaque da agropecuária no bioma Pampa em Dom Pedrito

A terceira edição do Pampa em Evolução – Conhecimento, Negócios e Sustentabilidade está marcada para acontecer de 6 a 8 de agosto, no Parque de Exposições Juventino Corrêa de Moura, em Dom Pedrito, na região da Campanha.

O evento, que chega em sua terceira edição, vai reunir especialistas, técnicos, produtores e empresas para discutir diversos temas, como pecuária, sustentabilidade, sistemas de integração, irrigação, crédito de carbono, gestão, inovação, clima, turismo e educação voltada para o campo.

A primeira edição da feira foi realizada em junho de 2023 e contou com a participação de mais de 3 mil pessoas ao longo de cinco dias de atividades. Desta vez, o evento será mais compacto, com duração de três dias, e terá como foco mostrar o potencial da agropecuária de Dom Pedrito, que se destaca especialmente na produção de soja, sendo responsável pela maior área plantada do grão no Estado.

No ano de 2023, a cidade plantou 160 mil hectares de soja, superando culturas como arroz e milho. Em 2013, a área com o grão era de 67 mil hectares, representando um crescimento de 138,8%.

Além disso, Dom Pedrito se destaca na pecuária, com um rebanho de 350 mil bovinos e 100 mil ovinos, sendo um importante polo na produção de genética, principalmente nas raças Angus, Hereford e Braford, assim como cavalos Crioulos e ovinos. O sistema de produção de carnes se baseia no pastoreio em campos nativos do Bioma Pampa e em pastagens implementadas por meio da integração com a agricultura.

Um dos coordenadores do evento, Marco Sanchotene, afirmou que o Pampa em Evolução irá abordar diversos temas de forma integrada, destacando a relação entre agricultura, pecuária, irrigação, sustentabilidade e valorização da carne.

Uma das palestras mais aguardadas do evento será a do ex-ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Fernando Mattos, com o tema “O Futuro da pecuária, oportunidades e desafios”.

Mattos enfatizou que o Brasil possui produtores qualificados, clima favorável, qualidade genética e avanços tecnológicos na pecuária e na indústria frigorífica. No entanto, ele alertou sobre os riscos que o Brasil corre ao não vacinar contra a febre aftosa, citando rumores de focos da doença na Venezuela, Colômbia e Bolívia, países com garantias sanitárias menos rigorosas.

By Portal de Canoas