Mercado em alta: ações sobem e dólar cai após primeiro turno eleitoral

Na última segunda-feira (5), o índice Ibovespa registrou um aumento impressionante de quase 10%, superando pela primeira vez a faixa dos 200 mil pontos. Este movimento positivo no mercado financeiro é impulsionado pelos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, que mostram Flávio Bolsonaro (PL) liderando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma diferença de 2,2 milhões de votos. Em contraste, o dólar comercial apresentou uma queda significativa de 4,59%, fechando a R$ 4,976, o valor mais baixo desde maio.

Às 11h05, o principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo subia 7,89%, atingindo os 207.276 pontos. Esse crescimento acentuado está vinculado às expectativas em torno da possível vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições.

Os investidores começam a se adaptar à perspectiva de uma alteração na gestão federal e suas implicações para a economia nacional. No entendimento do mercado financeiro, um governo sob a liderança de Flávio provavelmente terá mais capacidade para implementar ajustes fiscais.

Por outro lado, Lula é encarado com certa desconfiança, uma visão que se intensificou após o anúncio de um pacote de benefícios antes do primeiro turno das eleições. Essa medida incluiu o aumento nos valores do Bolsa Família, resultando em um impacto estimado de R$ 5,8 bilhões. Além disso, calcula-se que o governo deixará de arrecadar R$ 1,5 bilhão devido à interrupção das apostas.

A dívida bruta do Brasil alcançou 82,9% do PIB, com análises sugerindo que as normas atuais do sistema fiscal não têm sido eficazes para conter esse crescimento.

Queda acentuada do dólar atinge seu maior patamar desde 2018

A desvalorização do dólar foi a mais expressiva desde junho de 2018. A moeda americana variou entre R$ 4,953 e R$ 5,008 antes de fechar em R$ 5,001. Durante o pregão, o real destacou-se como a moeda que mais se valorizou frente ao dólar entre as principais moedas globais.

Os contratos futuros de juros (que projetam a evolução da taxa Selic nos anos seguintes) tiveram uma queda acentuada, à medida que os investidores ajustam suas expectativas quanto ao controle fiscal em um potencial novo governo.

No dia 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 13,75% ao ano. Com exceção dos contratos com vencimento mais próximo, os juros futuros passaram a ser negociados abaixo dos 13%.

By Portal de Canoas