Gripe aviária controlada com sucesso pelo governo federal no Rio Grande do Sul.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (4) que o foco de gripe aviária em Montenegro foi controlado e não se espalhou para fora da granja.

O caso ocorreu há 3 semanas e foi o primeiro registrado em uma granja comercial. Até maio deste ano, a gripe aviária no Brasil afetava apenas aves silvestres e de criação doméstica.

“É importante destacar que estamos em 14 dias de vazio sanitário, sem mais mortalidade de animais. Isso comprova que o caso de gripe aviária não se disseminou para além da granja”, disse Fávaro.

O vazio sanitário corresponde aos 28 dias contados após a desinfecção da granja em Montenegro, que equivalem ao ciclo do vírus.

O Ministério informou que há um novo caso suspeito de H5N1 em investigação em uma granja comercial em Teutônia, localizada a 50 km de Montenegro.

“Alguns animais chegaram ao abatedouro com sintomas. Amostras foram coletadas, enviadas ao laboratório e aguardamos os resultados. A investigação está em andamento”, explicou Bruno Cotta, diretor substituto do Departamento de Saúde Animal.

Após o episódio em Montenegro, três suspeitas de gripe aviária em granjas comerciais foram descartadas em Ipumirim (SC), Aguiarnópolis (TO) e Anta Gorda.

Embargos ao frango

Fávaro também mencionou que as negociações com os países que bloquearam as importações de frango do Brasil estão em andamento e que é esperada uma redução significativa das restrições após os 28 dias de vazio sanitário.

Os bloqueios podem ser totais, parciais ou limitados ao estado do RS ou ao município de Montenegro.

A China, principal compradora do Brasil, suspendeu as importações de carne de todo o país, assim como outros 20 países e a União Europeia. Quatorze países suspenderam o Rio Grande do Sul e quatro somente Montenegro.

“Estamos em negociação com países como China e UE para reduzir as restrições na área do foco. A UE já enviou um questionário para o Mapa, respondemos e aguardamos a diminuição das restrições. O mesmo está sendo feito com a China”, afirmou Fávaro.

“Existem perdas comerciais, mas precisamos considerar que a maior parte da produção é para o mercado interno. A diminuição do comércio externo é relevante, mas não tão significativa”, completou.

Emirados Árabes e Japão, segundo e terceiro maiores importadores, restringiram as compras de frango brasileiro apenas de Montenegro, o que tem um impacto reduzido, já que apenas um frigorífico exporta frango no município e está fora da área afetada.

A Arábia Saudita, quarto maior cliente, interrompeu a compra de todo o Rio Grande do Sul.

By Portal de Canoas