O presidente da França, Emmanuel Macron, informou a uma delegação de empresários e políticos brasileiros que a posição de seu país em relação ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está mais flexível, porém ainda são necessários ajustes para que o acordo seja finalizado.
Essa posição foi revelada durante uma reunião organizada pelo ex-governador João Doria, que ocorreu na sede do governo francês, o Palácio do Eliseu, em Paris, com a participação de cerca de 60 empresários e políticos brasileiros, como o ex-presidente Michel Temer e os senadores Eduardo Gomes e Efraim Filho.
Macron destacou que, diante das novas circunstâncias da economia global, vê de forma favorável o acordo entre os blocos, fazendo uma possível referência às políticas protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Essa posição contrasta com as declarações recentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prometeu assinar o pacto com os líderes europeus em dezembro no Brasil, mas Macron destacou a necessidade de melhorias no acordo, que foi negociado ao longo de 20 anos.
Uma das presentes na reunião, a ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu, criticou a postura de Macron, que demonstra protecionismo em relação ao competitivo setor agropecuário brasileiro. O presidente francês destacou a importância de ajustes em aspectos como proteção de mercados impactados negativamente, regras convergentes entre os setores econômicos e mecanismos de garantia do cumprimento do acordo.
O empresário Luiz Fernando Furlan, representando o grupo de empresários, considerou positiva a posição de Macron, acreditando que ainda há espaço para convergência e melhorias no acordo após tantos anos de negociações. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da CNN.

