Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), as exportações de carne de frango do Brasil devem atingir até 5,32 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 0,5% em relação a 2024. Esse crescimento é impulsionado pela retomada das compras por países como China, que suspenderam embargos após um caso de gripe aviária em uma granja comercial em maio.
Anteriormente, sob o impacto dos embargos, a ABPA havia reduzido suas projeções para o ano, prevendo uma queda de 2% devido principalmente ao embargo chinês. No entanto, com a retomada das compras pela China em novembro, as exportações devem apresentar um aumento. Mesmo assim, ainda ficarão abaixo das estimativas iniciais, que previam um crescimento de até 1,9% para 5,4 milhões de toneladas antes do surto no Rio Grande do Sul, que foi controlado em cerca de um mês.
O retorno dos surtos de gripe aviária nos Estados Unidos, que afetam a produção e exportação local, pode beneficiar as exportações brasileiras de frango, uma vez que o Brasil é o maior exportador global do produto. A ABPA projeta que os embarques de frango alcancem até 5,5 milhões de toneladas em 2026, com a produção nacional chegando a 15,3 milhões de toneladas em 2025.
No segmento de carne suína, as exportações brasileiras devem chegar a até 1,49 milhão de toneladas em 2025, um aumento em relação a 2024. Com surtos de peste suína africana em outros países, o Brasil pode se tornar o terceiro maior exportador global do produto este ano. Para 2026, a previsão é de até 1,55 milhão de toneladas, com a produção nacional de carne suína alcançando 5,55 milhões de toneladas em 2025.

