Taxa média do crédito rotativo atinge 444,9% ao ano

O Banco Central revelou que a taxa média de juros aplicada pelos bancos no crédito rotativo do cartão de crédito aumentou de 436,2% ao ano em julho para 444,9% em agosto.

Além disso, a taxa referente ao parcelamento subiu de 189,3% para 192,1%. Quando analisamos o juro total do cartão de crédito, que considera tanto o rotativo quanto o parcelado, houve um incremento de 93,1% para 97,8%.

Uma nova legislação aprovada pelo Congresso estabelece que os juros do rotativo e do parcelado não podem exceder 100% do valor principal da dívida. Essa regulamentação entrará em vigor em janeiro de 2024.

Embora as taxas divulgadas pelo Banco Central possam sugerir que instituições financeiras estejam violando essa norma, na verdade isso se deve a um simples registro estatístico.

Para calcular as taxas anuais, a autoridade monetária projeta os juros mensais cobrados pelas instituições financeiras ao longo do ano. Contudo, essa taxa nem sempre é aplicada na prática, já que muitos consumidores permanecem com dívidas no cartão por períodos curtos, geralmente dias ou semanas.

A série histórica de dados sobre juros será mantida pelo Banco Central, pois é uma referência importante para analisar a rapidez com que as taxas sobem ou descem e também é fundamental para determinar a taxa média cobrada pelo sistema financeiro.

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Impulsionada pela venda de petróleo, combustíveis, soja e cobre, a balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro. Esse resultado mais que dobrou em comparação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit foi de US$ 3,14 bilhões.

O crescimento nas exportações foi um fator chave para esse desempenho positivo, com um aumento de 12,9% registrado no período. Esses dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Esse superávit representa o segundo melhor resultado já registrado para o mês de setembro, ficando atrás apenas dos US$ 9,18 bilhões obtidos em setembro de 2023.

Destaques numéricos

  • Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% em relação a setembro de 2025);
  • Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);
  • Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);
  • Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).

A corrente de comércio – que soma exportações e importações – atingiu US$ 61,09 bilhões em setembro. Este valor é o maior já registrado para esse mês na série histórica e o segundo maior considerando todos os meses até agora, perdendo apenas para junho deste ano (US$ 61,99 bilhões).

Crescimento das exportações

A indústria extrativa liderou o aumento nas vendas externas, seguida pela transformação industrial e pelo setor agropecuário.

Desta forma ficaram as exportações por setor:

  • Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8% comparado a setembro de 2025);
  • Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%);
  • Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%).

Dentre os produtos que se destacaram nas exportações estão:
• Indústria extrativa: petróleo bruto (+77,3% em relação a setembro do ano anterior), minério de cobre (+74,2%);
• Indústria de transformação: farelos de soja (+47,7%), combustíveis (+39,1%);
• Agropecuária: soja (+11,9%), café não torrado (+8,7%), centeio e aveia (crescimento significativo passando de US$ 407 mil para US$ 127 milhões com uma alta percentual impressionante devido à diferença nos cronogramas de embarque).

No caso das exportações de petróleo especificamente, o aumento na produção aliado à elevação dos preços médios em 24.7%, ocasionados pela intensificação da guerra no Oriente Médio contribuíram para esse crescimento.

By Portal de Canoas