Damares se opõe a pacto que protegeria ministros do Supremo de processo de impeachment

A senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, declarou que não aceitará acordos políticos que visem obstruir investigações relacionadas à conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um discurso no Senado, a parlamentar se manifestou após uma reportagem que indicava possíveis diálogos entre senadores e integrantes da Corte sobre pedidos de impeachment de juízes.

Durante sua fala, Damares enfatizou sua recusa em participar de negociações destinadas a evitar a investigação de eventuais irregularidades cometidas por membros do STF. “Quero deixar claro: nenhum ministro da Suprema Corte deve me contatar para discutir esse assunto”, destacou.

A senadora também fez questão de lembrar que a investigação sobre as ações dos ministros foi um compromisso firmado com seus eleitores durante a campanha. Para ela, é fundamental que o Senado exerça seu papel de fiscalização sobre as condutas das autoridades, sem permitir acordos que possam comprometer a análise das responsabilidades. “Nós vamos investigar, sim, as ações dos ministros do Supremo”, afirmou.

Damares defendeu ainda que a responsabilização deve ser individualizada, levando em consideração os atos de cada agente público. Segundo a parlamentar, eventuais apurações precisam respeitar o princípio de que cada autoridade é responsável por suas próprias ações, independente de articulações políticas que possam interferir nos procedimentos.

Além das críticas às possíveis negociações envolvendo os ministros do STF, a senadora abordou questões relacionadas a denúncias de tráfico humano e exploração sexual de mulheres, incluindo refugiadas ucranianas. Esses temas foram levantados no contexto de reportagens associadas ao caso Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.

Damares argumentou que as informações divulgadas geram preocupações que devem ser esclarecidas pelas autoridades competentes. Ela mencionou suspeitas sobre Vorcaro ser um sócio oculto de uma agência de prostituição e ter financiado uma rede responsável pelo recrutamento de refugiadas ucranianas.

Ao tratar das denúncias, a senadora questionou se houve tráfico ou exploração sexual e defendeu investigações sobre essas possibilidades. “Houve tráfico de mulheres ou não? Houve exploração ou não?”, indagou durante sua fala.

A parlamentar também destacou a vulnerabilidade das mulheres refugiadas, especialmente aquelas que fugiram de conflitos armados. Para Damares, as alegações sobre possíveis violações aos direitos humanos não podem ser ignoradas e precisam ser investigadas adequadamente.

Por último, a senadora expressou preocupações previamente levantadas durante seu trabalho na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ao abordar esses diferentes temas, ela reiterou a importância da apuração das denúncias e da responsabilização individual em casos de irregularidades.

By Portal de Canoas