Nesta quarta-feira (7), membros da Federação União Brasil-PP se reuniram com Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, e reafirmaram seu “apoio incondicional” para o segundo turno das eleições presidenciais. Durante o encontro, foi reiterado o “fechamento de questão”, uma estratégia que obriga os filiados a se posicionarem de forma uniforme, sob risco de sanções.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) expressou a determinação do grupo ao afirmar: “Estamos juntos no apoio ao presidente Flávio Bolsonaro. Flávio, tenha certeza de que cada um de nós retornará aos nossos Estados e a campanha seguirá firme para garantirmos a vitória no dia 25 de outubro. Essa é uma prova da união das forças de direita”.
ACM Neto (União-BA), que recentemente perdeu para o petista Jerônimo Rodrigues na corrida pelo governo da Bahia, comprometeu-se a engajar seus aliados em favor de Flávio no estado, bastião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu e meu grupo político, incluindo os prefeitos que me apoiam, estaremos totalmente dedicados e mobilizados para trabalhar pela campanha de Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O encontro contou com a presença do governador reeleito do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), bem como das candidatas ao governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e do Acre, Mailza Assis (PP), além de outros senadores e deputados dos partidos envolvidos.
Flávio Bolsonaro expressou sua gratidão pelo apoio recebido e comentou sobre os resultados das eleições do Congresso, que apontam para a escolha de um presidente da República alinhado à direita. “Governarei o Congresso com essas pessoas que estão aqui comigo. Está claro que o cenário favorece um presidente como eu. Não haveria espaço para um governo diferente, pois seria incompatível com este Congresso”, destacou.
Além disso, o candidato criticou uma alegada interferência do Judiciário nas eleições. “Esse governo não apenas liberou as apostas e cassinos online do ‘tigrinho’, mas também está tentando usar seus aliados para criminalizar a política e intervir nela. Esse tempo já passou”, declarou.
Flávio também ressaltou sua posição contrária a novas indicações de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) durante o governo Lula. “Os critérios atuais para nomeações não são compatíveis com este governo”, concluiu.
