
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes enviou um ofício ao presidente da Segunda Turma da Corte, Luiz Fux, no qual questionou a condução dele no julgamento que confirmou o pedido de afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.
Na manifestação, Gilmar pontuou a rapidez com a qual o próprio Fux e o ministro Nunes Marques teriam votado para referendar a decisão do relator, ministro André Mendonça — formando maioria na Turma para confirmar a determinação. O ofício foi tornado público nesta quinta-feira (17).
O ministro chegou a citar a questão no julgamento sobre o relatório da PF que cita conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, na terça-feira (15). A sessão terminou sem conclusão, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
O ofício enviado por Gilmar não tem efeitos práticos. Ele representa que o ministro quis marcar posição porque entende que houve uma condução indevida dos trabalhos do colegiado.
Fux assumiu a presidência da Segunda Turma em agosto. O colegiado é responsável por julgar o caso Master.
O diretor-geral da PF foi afastado por suposto monitoramento ilegal de autoridades, incluindo o próprio Mendonça. No dia 9 de setembro, uma decisão liminar do ministro Flávio Dino determinou a imediata reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da PF.
