Nesta terça-feira (2), a China declarou que todo o território brasileiro está livre da febre aftosa. Essa decisão abre novas oportunidades para a exportação de produtos bovinos e suínos ao mercado chinês, incluindo carne com osso e miúdos.
Com essa nova determinação, o governo chinês retirou a restrição à importação de carne de determinadas regiões do Brasil que havia sido imposta devido à doença.
“O anúncio feito hoje foi resultado de mais de duas décadas de tratativas entre os dois países,” destacou o governo brasileiro, ressaltando que a declaração seguiu a viagem do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, onde ocorreu um “diálogo estratégico”. A China se destaca como o principal mercado para as exportações do agronegócio brasileiro.
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) enfatizou em comunicado que o reconhecimento da condição sanitária do Brasil pela China marca o fim de um longo processo negocial que durou mais de 20 anos. A entidade atribui essa conquista ao esforço conjunto de produtores rurais, indústrias, serviços veterinários oficiais e instituições responsáveis pela defesa agropecuária.
Ainda segundo a associação, o Brasil tem estabelecido ao longo dos anos práticas robustas de controle e monitoramento sanitário para atender às normas dos mercados internacionais.
A Abiec também elogiou o trabalho realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério das Relações Exteriores nas negociações com as autoridades chinesas. Para a entidade, essa decisão traz mais previsibilidade às relações comerciais entre as nações e fortalece a confiança nos negócios envolvendo carne bovina.
“Para a indústria da carne bovina, essa mudança representa uma maior segurança e previsibilidade nas transações entre Brasil e China. Sendo o maior destino das exportações brasileiras desse produto, a China é essencial para o setor, e esse progresso fortalece a confiança construída ao longo do tempo, criando condições favoráveis para aprofundar as relações comerciais e gerar novas oportunidades em toda a cadeia produtiva”, afirmou a associação.

