Opiniões divergentes entre aliados do governo sobre manutenção da quebra de sigilo de Lulinha decidida pelo presidente do Senado.

Membros governistas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS apresentaram opiniões divergentes em relação à decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que manteve a autorização para a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprovada na última quinta-feira.

Após a votação, ocorreu uma confusão e um empurra-empurra durante a sessão. Os parlamentares governistas se aproximaram da mesa para protestar contra o resultado, o que deu início ao tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão.

A base de apoio ao governo argumentou que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, contou apenas sete votos contrários ao requerimento, sendo que na realidade 14 parlamentares teriam se posicionado contra. Os governistas utilizaram imagens da sessão para tentar anular a decisão.

Nesta terça-feira, Alcolumbre rejeitou esse argumento da base, afirmando que 14 votos não seriam suficientes para derrubar a quebra de sigilo, sendo necessários 16 votos. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, concordou com a decisão do presidente do Senado e descartou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para anular a votação.

Por outro lado, os deputados Alencar Santana e Rogério Correia criticaram a decisão de Alcolumbre, questionando se os votos serão respeitados em futuras votações. Durante a votação, Santana e Correia se envolveram em tumulto na mesa da comissão, quando socos foram desferidos.

Santana argumentou que a votação simbólica não considera a maioria absoluta, e sim o contraste entre os favoráveis que permanecem sentados e os contrários que se levantam ou erguem a mão. Ele defendeu que as votações nominais sejam priorizadas para garantir a contagem correta dos votos.

Alcolumbre justificou sua decisão, explicando que eram necessários 16 votos contrários para derrubar a quebra de sigilo, considerando o quórum de 31 senadores presentes na votação.

A votação tumultuada foi resultado de questionamentos em relação aos requerimentos que incluíam a quebra de sigilos, realizada de maneira simbólica, sem uma contagem exata de votos, mas por contraste visual, onde os votos contrários se manifestavam levantando ou permanecendo em pé. Suplentes não teriam direito a voto, mas, de acordo com o registro do painel de votações, os 14 congressistas da base atuaram como titulares durante a votação.

Governistas protestaram contra o resultado e foram protagonistas do tumulto, com alguns socos sendo desferidos durante a confusão. Parlamentares envolvidos na briga, como os deputados Rogério Correa, Alfredo Gaspar, Evair de Melo e Luiz Lima, precisaram ser separados para evitar confrontos.

By Portal de Canoas