A Polícia Federal (PF) descobriu que o banqueiro Daniel Vorcaro e sua equipe utilizaram a técnica hacker chamada “Spear Phishing” para roubar senhas de funcionários do Ministério Público Federal (MPF), invadir o sistema do órgão e acessar documentos de investigações confidenciais.
Essa prática também permitiu o acesso aos sistemas de investigação de organizações internacionais, como a Interpol e o FBI.
Essa foi uma das razões pelas quais o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decretou as prisões preventivas de Vorcaro e outras três pessoas, cumpridas recentemente.
Os investigadores consideram a operação como “sofisticada” e continuam investigando a extensão da invasão. A suspeita surgiu a partir das conversas do banqueiro, que mencionavam a contratação de hackers para invadir os sistemas.
A técnica envolveu o envio de e-mails ou outras formas de comunicação para os funcionários do Ministério Público, solicitando informações de acesso e senhas sob falsos pretextos.
Através desses ataques, indivíduos ligados a Vorcaro conseguiram acessar o sistema interno e obter dados de diversos investigadores, incluindo documentos sigilosos de interesse do banqueiro.
Na decisão, Mendonça descreveu o acesso da equipe de Vorcaro às informações sigilosas, obtidas através de credenciais de terceiros e invasão de sistemas da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organizações internacionais, como o FBI e a Interpol.
A defesa de Vorcaro afirmou que o empresário tem colaborado com as investigações desde o início e negou as acusações feitas contra ele. Eles reiteraram a confiança no processo legal e no funcionamento das instituições. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

